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Campos do Jordão,domingo, 26 de julho de 2026
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Google diz que Canais na internet faturaram com fake news

A plataforma enviou uma lista de 385 vídeos removidos pelo YouTube ou deletados pelos próprios usuários após serem identificados

Google diz que Canais na internet faturaram com fake news

Uma reportagem do jornal O Globo revelou que a empresa Google entregou à CPI da Covid uma lista com canais no YouTube – que ganharam milhares de dólares disseminando notícias falsas sobre a pandemia antes que seus vídeos fossem apagados.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o jornalista Alexandre Garcia lidera o ranking de faturamento: as 126 publicações tiradas do ar por ele próprio ou pela plataforma haviam rendido quase R$ 70 mil em remuneração pela audiência e publicidade, os dados foram enviados pelo Google à CPI a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com base em um levantamento da Novelo Data sobre vídeos que “desapareceram” da rede social em 2021.

“A propagação de fake news a respeito da pandemia tem sido uma ação orquestrada e com consequências diretas no agravamento do número de mortes pela Covid-19”, frisou o senador em seu pedido, segundo o jornal O Globo.

A plataforma enviou uma lista de 385 vídeos removidos pelo YouTube ou deletados pelos próprios usuários após serem identificados como disseminadores de desinformação sobre formas de tratamento para a Covid-19 ou a pandemia. A listagem foi acompanhada de quanto cada publicação rendeu aos donos dos canais até saírem do ar.

Abaixo de Alexandre Garcia, Gustavo Gayer (R$ 40 mil), Notícias Política BR (R$ 20,7 mil), Brasil Notícias (R$ 17,7 mil), completam as primeiras colocações. Ao todo, os usuários ganharam US$ 45 mil, o equivalente a R$ 230 mil.

O Google forneceu dados de 34 canais identificados como disseminadores de notícias falsas no Brasil. Destes, 90 publicações não geraram renda aos administradores. Grande parte é de vídeos com propagandas de drogas comprovadamente ineficazes contra o coronavírus, como ivermectina e cloroquina.

Os youtubers apelavam a título cifrados para impedir que o Google encontrasse o conteúdo, como o uso da palavra “V4C1NA” e “tratamento inicial” em vez de “tratamento precoce”, nome mais comum para se referir ao “kit Covid”, de medicamentos ineficazes contra o coronavírus.

De acordo com o jornal O Globo, o Google afirma que tirou mais de 1 milhão de posts do ar desde fevereiro, na tentativa de conter a propagação de notícias falsas. Os responsáveis por canais que tiveram conteúdo removido negaram que tenham publicado desinformação. Alguns deles, inclusive, afirmaram ser vitima de censura.

Procurado, o Google disse que não pode comentar o que foi enviado à CPI “pois se tratam de dados sujeitos a sigilo, nos termos da lei aplicável”. “O Google apoia consistentemente o trabalho das autoridades, produzindo dados em resposta a pedidos específicos, desde que sejam feitos respeitando os preceitos constitucionais e legais previstos na legislação brasileira.”

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