Skip to content
Caraguatatuba,domingo, 11 de outubro de 2026
Oferecimento Conteudo oferecido por GWG Telecom

Caraguatatuba terá cinema gratuito sobre infâncias indígenas em 17 de outubro

Sessão de Do Colo da Terra no Espaço Hartãt começa às 19h, terá Libras e roda de conversa; público também poderá conhecer exposição xinguana.

Imagem do documentário Do Colo da Terra com crianças segurando folhas compridas.
Imagem de divulgação do documentário Do Colo da Terra, que terá sessão no Cine Hartãt. Crédito: Divulgação/Do Colo da Terra.

Caraguatatuba terá uma sessão gratuita do documentário Do Colo da Terra no sábado, 17 de outubro, às 19h, no Ponto de Cultura Viva Espaço Hartãt – Acervo Indígena, no bairro Martim de Sá. A programação inclui interpretação em Libras durante o filme e a conversa posterior. A atividade encerra o ciclo de exibições do Cine Hartãt em 2026 e reúne cinema, encontro com o público e acesso a uma exposição de arte indígena.

Dirigido por Renata Meirelles e David Vêluz, o longa se aproxima das experiências de crianças de quatro povos: Baniwa, Khisêtjê, Guarani Kaiowá e Guarani Nhandeva. A duração informada para a sessão é de 75 minutos, com classificação livre. O endereço é Rua Bartolomeu Bueno da Silva, 1.231. A confirmação da agenda foi divulgada pela Prefeitura de Caraguatatuba em 9 de outubro.

Cinema, exposição e conversa no mesmo encontro

Quem chegar antes da projeção poderá visitar Arte Indígena Xinguana. A exposição reúne peças originais do Xingu, incluindo objetos vinculados à Festa do Kuarup, segundo a divulgação municipal. A proposta permite que a visita não se limite ao tempo diante da tela: o acervo constitui outra entrada para conhecer expressões culturais de povos indígenas.

É importante observar que a exposição e o filme apresentam recortes diferentes. O acervo xinguano não deve ser confundido com um retrato de todos os povos acompanhados pelo documentário. Também não cabe tratar objetos de origens distintas como se pertencessem a uma única tradição. Nomear essas diferenças ajuda o visitante a compreender o que vê sem reduzir culturas diversas a uma imagem genérica.

A roda de conversa acontecerá depois do longa. Para organizar o retorno para casa, o público deve considerar um período além dos 75 minutos de projeção. A divulgação consultada não fixa a duração do debate nem anuncia participação presencial dos diretores. A presença deles em outras sessões do filme não significa que estarão no encontro de Caraguatatuba.

Quatro povos, diferentes maneiras de viver a infância

O documentário integra as produções do Território do Brincar, programa dedicado à escuta, ao registro e à circulação da cultura infantil. O assunto não é uma infância indígena única, mas experiências situadas em comunidades e territórios próprios. Brincadeiras, convivência e relações com o ambiente aparecem como caminhos para observar a participação das crianças na vida coletiva.

A apresentação do filme pela Ciranda de Filmes, instituição que também o incluiu em sua programação de 2026, descreve um percurso entre rios, florestas, roças, cantos e rituais. Esse recorte ajuda a compreender a proposta da obra antes da sessão: acompanhar relações cotidianas, em vez de esperar uma sucessão de explicações sobre costumes considerados exóticos.

Não é necessário chegar ao cinema com conhecimento prévio de todos os povos retratados. Uma atenção útil é perceber como as relações de cuidado, os materiais disponíveis para brincar e a presença de diferentes gerações se articulam. Essa leitura também permite reconhecer limites: um documentário apresenta escolhas de enquadramento e montagem e não substitui a diversidade de histórias de cada comunidade.

Para famílias, a classificação livre permite incluir a sessão no planejamento cultural com crianças. Isso não torna o filme equivalente a uma animação ou a uma atividade de recreação. Trata-se de uma obra documental, com tempo de observação e temas que podem gerar perguntas. Conversar sobre o que foi visto, respeitando a idade e o interesse de cada criança, pode prolongar a experiência de maneira simples.

Pesquisa sobre o brincar tem trajetória anterior ao filme

O Território do Brincar informa que sua pesquisa percorreu comunidades rurais, indígenas e quilombolas, além de metrópoles, sertão e litoral, entre abril de 2012 e dezembro de 2013. Renata Meirelles e David Reeks viajaram acompanhados dos filhos e produziram registros em diferentes linguagens. O programa reúne filmes, fotografias, textos e áudios sobre gestos e saberes infantis.

Essa trajetória se ampliou com o Instituto Alana, apresentado pelo programa como correalizador, e com instituições ligadas à infância. A pesquisa deu origem a longa-metragem, livros, séries e exposição itinerante. É um contexto anterior à produção agora exibida, que ajuda a situar o trabalho dos realizadores sem confundir os diferentes títulos de sua filmografia.

Do Colo da Terra também teve uma pré-estreia anunciada pelo Itaú Cultural para outubro de 2025. A página daquela atividade apresenta os mesmos diretores e os quatro povos acompanhados, além de indicar material de apoio. A data pertence à circulação anterior da obra em São Paulo; o compromisso atual no Litoral Norte é o de 17 de outubro de 2026.

O histórico de circulação indica que o filme pode ser abordado para além de uma sessão isolada. Educadores e interessados no tema encontram no site do programa outras produções e informações sobre a pesquisa. Consultar esses materiais é uma forma de aprofundar o assunto usando os próprios realizadores como referência, sem atribuir à sessão local uma oficina ou formação que não foi anunciada.

Cultura indígena também integra a educação brasileira

A Lei Federal 11.645, de 2008, tornou obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena no ensino fundamental e médio, em estabelecimentos públicos e privados. O texto inclui contribuições desses grupos para a formação da sociedade brasileira e determina que o conteúdo seja tratado no currículo, especialmente em áreas como artes, literatura e história.

Uma sessão pública não substitui esse trabalho escolar, mas oferece um material que pode alimentar conversas e repertórios. A distinção é importante: assistir ao filme não equivale a cumprir uma exigência curricular. Para quem atua na educação, a oportunidade está em relacionar imagens, perguntas e fontes indígenas a um trabalho continuado, com cuidado para não limitar o assunto a datas comemorativas.

Também é necessário evitar que as crianças mostradas sejam tomadas como exemplos de um passado distante. A própria proposta documental acompanha modos de viver e aprender. Ao discutir o filme, o público pode reconhecer povos indígenas como participantes da vida contemporânea, com conhecimentos, territórios e formas próprias de expressão, sem exigir que todas as experiências se encaixem no cotidiano urbano.

Acesso cultural no bairro Martim de Sá

O espaço que receberá a atividade é apresentado na agenda como Ponto de Cultura Viva. A Política Nacional de Cultura Viva foi instituída pela Lei 13.018, de 2014, e reconhece iniciativas culturais de grupos, coletivos e organizações da sociedade civil. Segundo o Ministério da Cultura, seu objetivo envolve fortalecer a produção cultural nos territórios e ampliar as condições de exercício dos direitos culturais.

No caso desta sessão, os elementos concretos de acesso são a entrada gratuita e a interpretação em Libras anunciada para a projeção e a conversa. A gratuidade elimina o custo do ingresso, mas não autoriza presumir transporte fornecido, reserva de lugares ou recursos de acessibilidade que não constam da programação. Pessoas que precisem de informações adicionais podem consultar o canal do Cine Hartãt antes do deslocamento.

O perfil informado pelos responsáveis é @cine.hartat, no Instagram. A consulta também ajuda a verificar eventuais atualizações de agenda na semana da sessão. Para moradores de outros bairros ou cidades, vale organizar o trajeto pelo endereço completo, pois a referência à praia de Martim de Sá não indica que o cinema acontecerá na faixa de areia.

Serviço

  • Evento: Cine Hartãt – exibição de Do Colo da Terra.
  • Data: sábado, 17 de outubro de 2026.
  • Horário: 19h, com roda de conversa depois do filme.
  • Local: Ponto de Cultura Viva Espaço Hartãt – Acervo Indígena.
  • Endereço: Rua Bartolomeu Bueno da Silva, 1.231, Martim de Sá, Caraguatatuba.
  • Entrada: gratuita.
  • Duração do filme: 75 minutos, conforme o serviço da sessão.
  • Classificação: livre.
  • Acessibilidade anunciada: interpretação em Libras no filme e na roda de conversa.
  • Exposição: Arte Indígena Xinguana, disponível para quem chegar antes da sessão.
  • Informações e atualizações: Instagram @cine.hartat.

Receba as notícias mais relevantes de Campos do Jordão e região direto no seu whatsapp. Participe da Comunidade

Entre no grupo
QR Code do grupo do WhatsApp

Agenda de Eventos

Ver toda a agenda
Carregando notícias...