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Campos do Jordão,sábado, 26 de setembro de 2026

Notícias e guia de Serra da Mantiqueira

Campos do Jordão, a Suiça Brasileira

Portal de Campos do Jordão

Campos do Jordão (às vezes chamada por engano de Campos de Jordão), também conhecida como a Suíça Brasileira, é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se na Serra da Mantiqueira, a uma latitude 22º44’22” Sul e a uma longitude 45º35’29” Oeste, estando a uma altitude de 1.628 metros. Sua população estimada em 2006 era de 49.512 habitantes.

Campos do Jordão é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo estado, por cumprirem os pré-requisitos definidos por lei estadual.

Tal nomeação garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. O município também adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Fundada em 29 de Abril de 1874, tem como principal atividade econômica o turismo e é um dos principais destinos de inverno do Brasil. Está a 167 km de São Paulo (cidade), 350 km do Rio de Janeiro (cidade) e a 500 km de Belo Horizonte.

Teve seu clima classificado como o Melhor do Mundo no Congresso Climatológico de Paris em 1957. Possui uma área de 290 km².

Geografia

É o município com a sede administrativa mais elevada do país, atingindo 1628 metros na sede do município, onde está localizada a prefeitura da cidade, e que pode variar para mais de 2 mil metros nos arredores do município. Está localizado no maciço da Serra da Mantiqueira, uma das mais elevadas cadeias de montanhas do Brasil.

Possui uma área de 289,5 km². É constantemente visitado por turistas de todo o Brasil e até mesmo do exterior, que visitam a localidade para gozar do clima de inverno e a arquitetura germânica.

» Área Territorial: 290 km²
» Dens. Demográfica: 152,86 hab/km²
» Altitude: 1.628m ( nível do mar )
» Latitude: 24º 44′ 10” S
» Longitude: 45º 34′ 34” O
» Dist. Capital(SP): 167 Km
» Localização: Serra da Mantiqueira
» População (2006): 49.512 habitantes
» Urbana: 43.809
» Rural: 443
» Homens: 21.978
» Mulheres: 22.274
» Expect. de Vida: 75,73
» Taxa Alfabetização: 92,28%
» IDH-M: 0,820
» DDD: (012)
» CEP: 12.460-000

O clima de Campos do Jordão

Campos do Jordão possui um clima frio e seco, no inverno é comum os termômetros registrarem temperaturas negativas.

No verão não faz tanto frio, e as médias oscilam entre 26° C durante o dia e 14° C à noite.

A região está sempre sujeita a quedas bruscas de temperatura; portanto, previna-se e traga sempre roupas adequadas na bagagem.

Antes de viajar, consulte o nosso Boletim do Tempo, que mostra as condições meteorológicas para os próximos dias.

Melhor Época para visitar Campos do Jordão

Campos do Jordão é uma cidade para se visitar o ano todo, o frio é o grande atrativo, e é na temporada de inverno que a cidade recebe o maior número de visitantes. Contudo, no verão e durante os finais de semana prolongados a procura também costuma ser grande.

Além do movimento maior, os preços ficam sempre mais altos na temporada de inverno (período de abril a agosto). No verão, época de chuvas e calor, os preços caem bastante, e os hotéis e pousadas chegam a oferecer descontos de até 40%: é a época ideal para quem quer visitar Campos do Jordão gastando menos.

Meios de Hospedagem

Apesar das muitas opções de hospedagem, você pode ter dificuldades para encontrar exatamente o que deseja se deixar para a última hora.

Faça sua reserva com antecedência, especialmente na alta temporada e nos feriados prolongados.

A maioria dos estabelecimentos aceitam cartões de crédito e existem diversas agências bancárias na cidade ( veja relação de bancos).

Em nossa seção de hospedagem você encontrará informações detalhadas sobre hotéis, pousadas, chalés e casas para alugar.

Confira nossas dicas de hospedagem em Campos do Jordão.

A bagagem ideal

Antes de fazer as malas e não resistir ao impulso de colocar tudo que der na telha, aprenda algumas dicas que tornarão sua bagagem mais leve e fácil de carregar. Além de uma arrumação correta, que privilegie a melhor utilização de pequenos espaços, o segredo é levar apenas o que você realmente vai usar.

Dicas

  1.  Antes de começar a arrumação, pense nas peças que irá levar.
  2. Escolha as peças básicas e atente para que combinem umas com as outras.
  3. Acessórios também são fundamentais. Além de não ocupar muito espaço na mala, eles é que vão ajudar a variar o visual.
  4. Cores vivas em gravatas e lenços ajudam a mudar a cara da roupa.
  5. Leve uma sacola dobrável dentro da mala, geralmente as compras aumentam a bagagem na volta.
  6. Para eliminar problemas como vincos e marcas nas roupas, estenda a peça num cabide e aproveite o vapor do chuveiro para desamassá-la durante o banho.
  7. Não esqueça de reservar uma pequena bolsa com remédios para viagem.
  8. Muita atenção ao fazer sua mala para que consiga carregá-la sozinho.

Ao preparar sua bagagem, não subestime o frio de Campos do Jordão, especialmente no inverno: traga blusas, luvas, meias de lã, etc… e prepare-se, porque provavelmente você vai usar tudo isso!

Se você pretende caminhar nas montanhas, reserve um par de botas ou tênis para caminhadas, além de roupas apropriadas, um cantil e uma pequena mochila para levar a câmera e outras coisas pequenas também serão bastante úteis.

Para quem gosta de apreciar a natureza ou observar o céu à noite, um par de binóculos é uma boa pedida: durante o dia, paisagens e pássaros desfilam por toda a região; à noite, um céu completamente estrelado faz a alegria de qualquer astrônomo amador.

O Hino Campos do Jordão foi oficializado pela lei municipal nº 291, de 12 de novembro de 1959. Letra e a música autoria de João de Sá, e a harmonização Pr. Antônio Rodrigues Soares.

Execução do Hino, realizada pela Banda Municipal Sebastião Gomes leitão no aniversário de Campos do Jordão, regida pelo Maestro Rui Ósses.

Aprenda a Cantar o Hino de Campos do Jordão.

Campos do Jordão
Maravilha da minha terra
Campos do Jordão
Jóia do alto da serra
Campos do Jordão
Obra suprema do divino mestre
Que fez de ti um paraíso terrestre!

Entre as matas verdejantes
E os pinherais gigantes
Correm rios murmurantes
Sob o céu primaveril
És o meu rincão paulista
O encanto do turista
E o orgulho do Brasil!

Campos do Jordão
Maravilha da minha terra
Campos do Jordão
Jóia do alto da serra
Campos do Jordão
Obra suprema do divino mestre
Que fez de ti um paraíso terrestre!

Há no alvor da floradas
Poesias imortais
E no tempo das geadas
Lindas manhãs hibernais
Pois em ti a natureza
Reuniu tanta beleza
Que ninguém esquece mais!

Pequena história de Campos do Jordão

Campos do Jordão, o tesouro no alto da Serra, onde é sempre estação.

Ciclo do Ouro (1703 – 1874)

Foi a fantástica perseguição ao ouro que levou o sertanista Gaspar Vaz da Cunha, o Oyaguara, a romper as matas virgens da Mantiqueira, vindo do Vale do Paraiba, através de picadas coleantes e escarpadas, em direção às minas auríferas de Itajiba (atual cidade itajubá).

Ficou encantado com a exótica e exuberante paisagem da região do Sapucaí e não sabia que estava desbravando os caminhos que, mais tarde, levariam ao paraíso na terra, ornado de opulenta vegetação, solo fértil, clima excepcional e água salubérrima. Por volta de 1771, a coragem épica de Inácio Caetano Vieira de Carvalho, seguindo as pegadas do Oyaguara, subiu os degraus da Serra Preta, na Mantiqueira, em direção ao Pico do Itapeva, vindo de Taubaté, fixando-se com sua família durante 18 anos nos Campos da Mantiqueira. Fundou a Fazenda Bom Sucesso, requereu e obteve carta de sesmaria do Governador da Capitania de São Paulo e lutou bravamente para defender as divisas de São Paulo contra seu vizinho sesmeiro, João da Costa Manso, da Fazenda São Pedro, das bandas de Minas Gerais. Graças à sua luta, Campos do Jordão permaneceu paulista e Inácio Caetano Vieira de Carvalho levou para o túmulo a glória de ter sido o pioneiro desta, hoje, maravilhosa Estância.

Narra a lenda que Inácio Caetano era muito sovina e que, por isso, enterrara barricas de ouro em uma lomba larga entre três pinheiros, despertando a cobiça de muitos ao longo de gerações que, até hoje, sulcam a terra em busca do lendário tesouro do desbravador. Com a sua morte em 1823, seus herdeiros hipotecaram a sesmaria ao Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, que, mais tarde, adquiriu-a nas imediações do dia de Natal, pelo que o povo passou a chamar as terras de Fazenda Natal e, logo em seguida, de Campos do Jordão. Aí a origem do nome.

Membro do Governo Provisório e diretor do Tesouro da Capitania de São Paulo, o Brigadeiro Jordão era cidadão ilustre, grande proprietário de fazendas e figurou ao lado de D. Pedro quando do Grito do Ipiranga, no famoso quadro de Pedro Américo. Infelizmente, não chegou a conhecer as terras às quais emprestou o nome. Os herdeiros de Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão retalharam as terras, vendendo às porções, para diversos proprietários.

Ciclo da Cura (1874 – 1940)

Matheus da Costa Pinto - Fundador de Campos do JordãoFoi em 29 de abril de 1874 que, um deles, morador de Pindamonhangaba, o português Matheus da Costa Pinto, subiu a Serra e, comprando terras à beira do rio Imbiri, lá instalou uma vendinha, montou uma pensão para respirantes e pouso dos forasteiros, levantou uma capela em honra de São Matheus e edificou a escola.

Estava fundada a Vila de São Matheus do Imbiri, histórica precursora “mater” de Campos do Jordão.

Lançada a boa semente em solo fértil, logo o povoado progrediu e veio a transformar-se na Vila Velha, denominada, mais tarde, Vila Jaguaribe, graças aos esforços encetados pelo seu desenvolvimento e progresso, por parte do Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, seu morador.

Outras vilas foram surgindo: a Vila Abernéssia foi fundada pelo escocês Robert John Reid, o agrimensor da divisão judicial da Fazenda Natal.

 

Fundadores - Campos do Jordão

Como ele nascera em Aberdeen, e seu pai em Inverness na Escócia, retirou Aber da primeira cidade, ness da segunda e ia de Escócia, formando com elas a denominação de sua Chácara Abernéssia, que veio a transformar-se em Vila, em 1919; Vila Capivari foi fundada pelos médicos higienistas Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho, que ali projetaram Vila Sanitária em 1911.

Vila Abernéssia em 1919

O projeto não foi levado à frente, porém, em 1922, o Embaixador José Carlos de Macedo Soares comprou as referidas terras e fundou a Companhia de Melhoramentos Capivari, responsável pela edificação da aristocrática e bela vila.

Foram, igualmente, Emílio Ribas e Victor Godinho que, através do empreiteiro português Sebastião de Oliveira Damas, iniciaram a construção da E. F. Campos do Jordão, unindo o Vale do Paraíba a Campos do Jordão.

Primeiro Bondinho a GasolinaPor falta de recursos, os serviços foram paralisados; o Presidente do Estado, Francisco de Paula Rodrigues Alves encampou a Ferrovia em 1915, concluindo os trabalhos e entregando-a ao tráfego.

A criação do Município de Campos do Jordão operou-se em 16 de junho de 1934, ocasião em que se desligou de São Bento do Sapucaí e, em 30 de novembro de 1944, foi criada a sua Comarca. Detém área de 269 quilometros quadrados e está situada em clima tropical de montanha.

Ciclo do Turismo (1940 – 1980)

Campos do Jordão localiza-se a 1.700 metros de altitude e pesquisas científicas acusaram a superioridade de seu clima em relação a Davos Platz, nos Alpes Suiços, bem como um teor de oxigenação e ozona superior ao de Chamonix, famosa estância francesa, pela pureza do ar. Campos do Jordão apresenta vantagem sobre as demais estâncias climáticas brasileiras: o seu clima tropical de montanha faz com que o sol esteja presente praticamente o ano todo. A luminosidade costuma atingir o seu grau máximo no inverno, quando então a temperatura chega a 5 graus negativos, embora já tenha atingido, no passado, a 18 graus abaixo de 0, em 1992.

Pesquisas realizadas de 1961 a 1974 sobre as variações climáticas acusam o mês mais frio em junho, e o mais quente, o de fevereiro (média de 17º a 27º C). O mês de janeiro é o mais chuvoso, o de junho o mais seco, e o de agosto é aquele em que o sol se apresenta em sua maior intensidade. Outros dados sobre a temperatura: temperatura abaixo de 9º C, 14 dias por ano; acima de 25º C, 25 dias por ano; ocorrência de nevoeiro, 49 dias por ano; de orvalho, 113 dias e ocorrência de geada, 42 dias por ano.

Saúde e beleza o ano inteiro. Campos do Jordão tem uma topografia bastante acidentada: cerca de 85% de seu Municipio é composto de regiões onduladas, 10% de encostas de serra e apenas 5% de áreas escarpadas. A cidade está localizada em um vale; a parte plana não ultrapassa 500 metros de largura onde se alinham os seus três núcleos principais: Vila Abernéssia, Vila Jaguaribe e Vila Capivari. Vila Abernéssia é o centro comercial e administrativo da Estância, Vila Jaguaribe tem uma parte turística e outra residencial e Capivari é a vila turística, por excelência.

É nela e em seus arredores que se concentram os melhores hotéis e restaurantes, confeitarias e shoppings, além de luxuosas residéncias que lembram chalés suiços e palacetes imponentes, de estilo normando. A Estancia é dotada de parque hoteleiro de categoria internacional.

Localizada entre São Paulo, Rio e Minas Gerais, Campos do Jordão é alcançada por três vias principais de acesso, sendo 2 rodoviárias e 1 ferroviária. De São Paulo e Rio, por exemplo, o acesso pode ser feito através das rodovias SP-123 e SP-50, ambas partindo da Via Dutra.

A SP-50 tem início em São José dos Campos e apresenta mais de 800 curvas para um percurso inferior a 100 quilômetros. Outros acessos rodoviários há, porém de importância secundária. Por último, temos o acesso ferroviário que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão através da Serra, onde se encontra a Parada Cacique, o ponto ferroviário mais alto do Brasil.

A E. F. Campos do Jordão é a única ferrovia brasileira que funciona por sistema de simples aderência, sem cremalheiras.

Cantada como a Suiça Brasileira pelo seu clima inigualável, e reverenciada como o Altar da Solidariedade Humana pela cura de milhares de brasileiros que, recuperados de doenças pulmonares, retornaram sadios aos seus lares, em todos os quadrantes do País, Campos do Jordao tornou-se a mais importante estância climática do Brasil.

Além de sua famosa malharia – conhecida no mundo todo -, o seu chocolate caseiro, seus doces e compotas, até mesmo as resinas de seus vastos e magestosos pinheirais são industrializadas e suas águas minerais, captadas através dos mais elevados padrões de técnica e higiene, correm das fontes mais puras do planeta. A sua maior matéria-prima, porém, é aquela que exporta, generosamente, sem retorno de divisas: a saúde.

Os cortes olímpicos e verdes de sua silhueta serrana, ao amanhecer do dia e ao por do sol, já motivou os cânticos dos homens e dos deuses, entoando hinos à beleza e à fraternidade. Pela Estância de Campos do Jordão passaram escritores como Monteiro Lobato, Paulo Dantas, Maria de Lourdes Teixeira, Dinah Silveira de Queirós; poetas, como Ribeiro Couto, Guilherme de Almeida, Menotti Del Pichia; historiadores, como Caio Prado Júnior; juristas, como Miguel Reale e Alexandre Corrêa; artistas plásticos, como Brecheret, Lasar Segall, Felicia Lerner, Pancetti, Manabu Mabe e Camargo Freire, além de políticos, como Getúlio Vargas, João Figueredo, Ernesto Geisel, João Goulart, Adhemar de Barros, Carvalho Pinto, Jânio Quadros, Franco Montoro, Paulo Maluf, Laudo Natel, Abreu Sodré e tantos outros.

Jamais a cobiça do ouro, no passado, poderia sugerir a Oyaguara e a Inácio Caetano que a riqueza não estava nas Minas Gerais, mas se achava aqui mesmo, no Alto da Mantiqueira, a 1700m, acima das poluições, na abençoada e formosa Campos do Jordão. Por isso cisma o poeta em sua lira: Não sabiam os pobres viajantes que o tesouro, de ouro não era não! Nem de esmeraldas, nem de diamantes, o tesouro era Campos do Jordão.

 


 

Texto:

Pedro Paulo Filho, escritor é Advogado Militante em Campos do Jordão, onde já foi vereador Presidente Edilidade e Prefeito Municipal em Caráter de Subistituição. É membro da Academia de Letras de Campos do Jordão. Apaixonado pela cidade, é autor de 22 livros, dentre os quais, História de Campos do Jordão, A Montanha Magnífica e Campos do Jordão – O presente passado a limpo.

Site: http://www.pedropaulofilho.com.br/

 

Imagens:

Edmundo Ferreira da Rocha, advogado, historiador, neto de pioneiros vindos para Campos do Jordão em 1914, filho de Waldemar Ferreira da Rocha e Odete Pavan da Rocha, brasileiro, casado, nascido em Campos do Jordão aos 19 de dezembro de 1943, colecionador de fotos antigas de Campos do Jordão, com um acervo de mais de trinta mil fotos de 1912 a 1980.

Site: http://www.camposdojordaocultura.com.br/

 

Conheça os Símbolos Municipais de Campos do Jordão

Brasão de Campos do Jordão

Escudo arredondado português, que, como as próprias leis, herdamos do povo lusitano. Campo de prata, em ponta um mantel vermelho e nascentes sobre o mantel, três pinheiros em verde. O campo de prata simboliza a pureza do clima.

A prata é o símbolo, por excelência, da pureza e da benignidade que faz de Campos do Jordão um dos lugares mais famosos em todo o país.

O mantel vermelho representa a elevação altimétrica do Município – das mais altas de todo o País; a sua cor significa a riqueza do solo e a luta cotidiana de seus filhos pelo progresso cada vez mais alevantado do Município.

Os três pinheiros representam a característica da flora dominante do Município, além de ser a araucária brasilienses uma das mais belas árvores da flora universal.

A coroa, assente sobre o escudo, é a característica coroa mural de Município, com os seus poderes constituídos.

O listel posto abaixo do escudo é de prata, com os dizeres: “Campos do Jordão”, tendo aos lados as datas de 1874 e 1934. Aquela evoca o ano da fundação do povoado, e esta, a de sua elevação a Municípío.

O Brasão de Campos do Jordão foi criado pela Lei Municipal nº 251, de 1º de janeiro de 1959, sendo de autoria do heraldista Salvador Thaumaturgo. Os três pinheiros coincidem com a motivação da lenda de Ignácio Caetano Vieira de Carvalho. Além do Brasão, o pinheiro Araucária foi declarado Árvore-Símbolo de Campos do Jordão, nos termos da Lei Municipal de 1.264, de 15 de julho de 1981.

Bandeira de Campos do Jordão

Consoante a orientação do heraldista Arcinoé Antonio Peixoto de Faria, autor da Bandeira do Município e à luz do texto da lei Municipal n.º 793, de 2 de maio de 1960, o pavilhão é oitavado, sendo as oitavas de verde constituídas por faixas brancas, carregadas de sobre-faixas vermelhas, dispostas duas a duas no sentido horizontal, vertical, em banda e em barra, e que partem de um retângulo branco central, onde o Brasão Municipal é aplicado.

Consoante a orientação do heraldista Arcinoé Antonio Peixoto de Faria, autor da Bandeira do Município e à luz do texto da lei Municipal n.º 793, de 2 de maio de 1960, o pavilhão é oitavado, sendo as oitavas de verde constituídas por faixas brancas, carregadas de sobre-faixas vermelhas, dispostas duas a duas no sentido horizontal, vertical, em banda e em barra, e que partem de um retângulo branco central, onde o Brasão Municipal é aplicado.

O estilo da Bandeira Obedece à tradição da heráldica portuguesa, da qual herdamos os cânones e as regras, com direito à opção pelos estilos oitavado, sextavado, esquartelado em cruz, e em sautor e terciado, sendo destes adotado o estilo oitavado.

O Brasão ao centro da Bandeira Simboliza o Governo Municipal, e o retângulo onde é aplicado, representa a própria cidade – sede do município.

As cores da Bandeira Municipal, ainda de conformidade com a tradição da heráldica portuguesa, devem ser as mesmas constantes do campo do escudo do Brasão.

O verde simboliza, em heráldica, a honra, cortesia, civilidade, alegria, abundância; é a cor da esperança e a esperança é verde porque alude aos campos verdejantes na primavera, fazendo esperar copiosa colheita.

O branco simboliza a paz, trabalho, amizade, prosperidade e pureza.

O vermelho simboliza o amor pátrio, dedicação, audácia, desprendimento, valor, intrepidez, coragem e valentia.

A Bandeira do Município tem as dimensões oficiais adotadas para a Bandeira Nacional, levando-se em consideração 14 módulos de altura de tralha por 20 módulos de comprimento de retângulo; a distância do retângulo para os bordos da bandeira é de 4 módulos.

A Bandeira do Município foi hasteada, pela primeira vez, em 29 de abril de 1969, na Praça da Bandeira. O exemplar foi mandado confeccionar pelo Lions Clube de Campos do Jordão.

 

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As opções vão desde as mais simples e acolhedoras pousadas até os hotéis mais luxuosos de padrão internacional.

Vale lembrar que na alta temporada os preços sobem na mesma proporção em que aumenta o assédio pela cidade. Fazer sua reserva com antecedência ajuda a evitar os ágios de última hora.

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Fauna, Rios e Lagos de Campos do Jordão

Fauna

As peculiaridades climáticas da região não autorizam a existência de uma fauna específica em Campos do Jordão.

No que tange à fauna aquática, apenas uma espécie merece referência, o pequeno lambari, e, por isso, o Instituto de Pesca desenvolveu um trabalho de pesquisa, que introduziu nos rios da região a “truta arco-íris”, procedente da América do Norte.

O pastoreio extensivo é uma prática comum e tem permitido a abertura de trilhas, formadas pelo gado, que favorecem a reprodução e locomoção de algumas populações como as das perdizes e codornas, que são dependentes de habitats com vegetação baixa e pouco densa.

As seguintes espécies podem ser encontradas nas matas:

Mamíferos: bugio, caitetu, cotia, coati, macaco-prego, mono, onça suçuarana, queixada, saá.

Aves: azulão, bicudo, bigodinho, bitro, caburé, canário fogo, caçaroba, cuiu, curió, gavião pato, gaviãozinho, jacú, jacú pequeno, juruva, macuco, melro assobiador, nhambú, chintam, nhambú guaçú, papagaio, pararú, pavão, pomba do ar, pichorolê, várias espécies de sabiás, saira, saracura, surucuá, tangará, tuim, uru, urutagua.

As seguintes espécies podem ser encontradas nos campos:

Mamíferos: maritaca, tatu-cavalo, tatu-mirim, veado catingueiro.

Aves: andorinha dos campos, chan-chan, codorna, coleirinha, coruja, coruja do campo, gavião perdiz, gaviãozinho, maria branca, maria preta, nhambu chororó, perdiz e siriema.

Galeria de Fotos

  

  

Fauna existente nos campos e nas florestas

Mamíferos: cachoro do mato, gambá, gato do mato pintado, gato do mato mourisco, irará, jaguatirica, lebre, mão pelada, ouriço, paca, preá, rato grande, ratos em geral e veado catingueiro.

Aves: andorinha pequena, azulão, beja-flor, beija-flor furtacor, beija-flor do rabo branco, bem-te-vi, bem-te-vi pequeno, borrajara, carancho, chopim, civi, coruja branca, coruja sumidora, curruíra, frango d’água, gralha, joão-de-barro, joão-bobo, juriti, juriti da mata virgem, nhaçanã, papagaio, pararu, pássaro preto, picanço, pinhé, pintassilgo, pitanga, picapauzinho, sabiá laranjeira, sabiá poca, sabiazinha, tesourinha, tico-tico, tiriva, tovaca pequena, tovaca uçu, tucano, tuim, urubu, urubu campeiro e viuvinha.

Abelhas e vespas: arapuá, exu fazendeiro, europa, guâmia, gurupu, mandaçaia, mandaguari, manduri, marimbondo, mosquito, mirim, estrelinha e jataí.

Ofídios: amarelinha da serapilheira, caninana, cascavel, cobra cega, coral, cotiara, jararaca, jarara-cucú, quebra-quebra e uruntu.

Fauna nos brejos

Mamíferos: ariranha, capivara, quaiquica, lontra, ratão do banhado e peivinha.

Aves: azulão, cuitela da beira d’água, martim pescador do grande, martim pescador do pequeno e saracura.

Fauna dos Rios

A única espécie dos rios é o pequeno lambari, estando já introduzida e perfeitamente aclimada a truta “arco-íris”, e, em introdução, a “steel headtrout”.

Entre a fauna migratória, podem-se observar as seguintes espécies:

Mamíferos: anta, bugio, cotia, mono, queixada e veado mateiro.

Aves: anu branco, anu preto, araçari, canário da terra, irerê, maritaca, pichocó e taperá ( Plano de Manejo do Parque Estadual de Campos do Jordão, Boletim Técnico n.º 19, Secretaria da Agricultura).

Rios

O rio mais importante de Campos do Jordão é o Capivari ( Ribeirão Capivari ), sendo considerado a vertente mais alta do rio da Prata ( cerca de 4/5 do Município está localizado na Bacia Paraná-Uruguai ), cuja nascentes localizam no bairro de Umuarama.

O rio Capivari vai recebendo, em seu curso, o rio Abernéssia, os ribeirões do Iimbiri e das Perdizes, os córregos do Guarani e do Homem Morto, depois do qual passa a denominar-se rio Sapucaí-Guaçú, e que, lá longe do Município, unindo-se ao rio das Mortes, vai formar o rio Grande.

O rio Sapucaí-Guaçú recebe, ainda dentro do Município, as águas dos ribeirões dos Marmelos, do Paiol, do Ferradura, da Serra, do Campo do Meio, da Guarda ou Gaiarada, de Casquilho, Serrote e do Coxim.

Na extremidade sudeste de Campos do Jordão, nas vertentes voltadas para o Vale do Paraíba, descem os ribeirões das Barradas, do Paiol Velho, dos Melos e do Lageado.

Onde Fica o Ribeirão Capivari?

Nascendo na altura da quadra esportiva do Dom Bosco, formado pelo Córrego Serraria (Santa Cruz) e Córrego Piracuama (Vila Albertina), típico curso d’água urbano, o Ribeirão Capivari, em Campos do Jordão (SP), atravessa todo o bairro de Abernéssia, Jaguaribe e termina na região do teleférico da EFCJ (Vila Capivari), onde juntando-se com o Ribeirão das Perdizes, que vem da Ducha de Prata, forma o rio Sapucaí Guaçu em direção ao Parque Estadual e depois em direção ao Estado de Minas Gerais.

A Economia de Campos do Jordão

A economia de Campos do Jordão baseia-se no turismo, na indústria de confecção de malhas e de chocolate, no artesanato e na exploração de água mineral.

Turismo

O Turismo constitui a maior fonte de renda do Município. Sua privilegiada localização, a uma distância relativamente pequena de três grandes capitais – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, garante-lhe uma freqüência apreciável de visitantes.

O turismo é também o maior responsável pelo desenvolvimento de Campos do Jordão em seus mais variados setores.

Por isso, uma das principais metas de governo municipal tem sido incentivar a criação de novos espaços e promover eventos que fortaleçam, ainda mais, a base da economia local.

Comércio

O comércio jordanense se desenvolveu à margem e ao longo dos trilhos da Estação Ferroviária de Campos do Jordão. A Vila Abernéssia deteve a hegemonia do comércio jordanense, arrebatada à Vila Jaguaribe, passando a localizar-se na antiga Vila Nova, não somente o pólo comercial, como também o centro cívico e o administrativo de Campos de Jordão.

Atualmente o principal centro turístico de Campos do Jordão é a Vila Capivari, que recebe anualmente em suas sofisticadas lojas a visita de milhões de turistas.

A Vila Abernéssia continua sendo o local onde estão concentrados bancos, supermercados, lojas, escritórios, o mercado municipal, empresas de serviço público, hospitais, escolas, centros médicos e odontológicos.

Indústria

Basicamente, a indústria jordanense lastreia-se, no turismo, atividade diversificada, complexa e polivalente. É a indústria de paz, sem chaminés.

Anteriormente, o turismo era praticado, timidamente, dado que as vias de comunicação até então eram precárias. Na década dos anos 20, surge a indústria da construção civil, que adquire grande expressão econômica.

A indústria hoteleira é uma das melhores do país, decorrente do fluxo turístico e da demanda espantosa de veranistas e visitantes à Campos do Jordão, uns em busca de recreação, outros de repouso.

Com o desenvolvimento turístico de Campos do Jordão, iniciou-se o crescimento célebre de inúmeras e pequenas indústrias artesanais de “souvenirs” e lembranças para venda aos turistas, além da fabricação de excelentes doces e geléias em compotas, em escala industrial.

Com grande êxito e aceitação no mercado, a partir dos anos 70, iniciou-se a fabricação de chocolates, da mais alta qualidade.

Outra indústria que adquiriu forças a partir dos anos 60, foi a de malharia, que encontrou grande mercado interno nos grandes centros, os quais absorvem atualmente grande parte da produção industrial.

O forte desenvolvimento da indústria jordanense de malhas, de alta qualidade, fez criar a I FEIMAR – Feira de Malharia e Artesanato, a partir de 1973. A malharia de Campos do Jordão é famosa em todo o país, pela sua alta qualidade, já ganhando até o mercado internacional.


Agricultura

Na paisagem rural, verifica-se que a principal atividade é a fruticultura e silvicultura, esta última ocupando 60% da área do município.

Os principais produtos de Campos do Jordão constituem-se de flores e folhagens, pêssegos, ameixas, nectarinas, castanhas, framboesas, amoras e hortaliças.

Pecuária

Verifica-se que parte do município abriga pastagens naturais e outras artificiais, embora existam também campos pobres e alguma floresta nativa, remanescente da Mata Atlântica.

O sistema é extensivo com gado solto, exigindo pouca assistência. Os rebanhos mais importantes são formados por bovinos, eqüinos, muares e suínos.

Truticultura

As duzentas mil trutas lançadas nos rios de Campos do Jordão em 1966, se reproduziram bem e são hoje uma atração para pescadores de todas as regiões.

A truta arco-íris conseguiu se adaptar bem aos rios jordanenses, tornando-se mais resistente e adaptada ao clima e as águas com menor teor de oxigênio (em comparação aos rios da América do Norte, de onde se origina). Em um ano, ela atinge 30cm de comprimento e 250g, e já pode ser pescada.

A truta nada com rapidez, sendo difícil a sua captura. Ela nunca volta a morder a isca no local do primeiro lance. Quando fisgada, briga muito.

Pioneiro na criação de trutas arco-íris no Brasil, Kyoshi Koike lançou o primeiro dos duzentos empreendimentos do gênero hoje existentes no pais: o pesqueiro Truta Azul. Nos três lagos formados para a pesca recreativa, a fartura do peixe garante o sucesso da pesca.

A Truticultura da Cachoeirinha fica a 12 km de Capivari. Em um belo sítio arborizado, um riacho corre por entre os tanques de criação. A pesca pode ser feita nos tanques, ou no próprio ribeirão, o que dá um toque todo especial ao difícil esporte de fisgar uma truta.

O Pesca na Montanha possui uma represa de 20.000 metros quadrados situada em meio a uma natureza exuberante. Ele utiliza o sistema “catch-and-release” e fornece todo o material necessário para a pesca, limpeza e acondicionamento dos peixes.

Campos do Jordão é amplamente reconhecida por possuir um dos melhores climas do Brasil — e, segundo relatos históricos, até mesmo do mundo. Suas temperaturas amenas, o ar puro de montanha e a baixa umidade criam condições únicas que, desde o século XIX, são associadas à saúde e ao bem-estar.

Origens históricas e estudos antigos sobre o clima

O fascínio pelo clima jordanense remonta ao final do século XIX, quando fazendeiros e médicos começaram a identificar propriedades terapêuticas no ar rarefeito e seco da vila, que na época ainda era uma pequena comunidade serrana. A combinação de altitude, pureza atmosférica e equilíbrio térmico levou o médico Domingos Jaguaribe a promover Campos do Jordão como uma “estância de cura”, comparando-a às famosas localidades alpinas europeias.

Jaguaribe, considerado um dos pioneiros da cidade moderna, adquiriu terras e projetou construções especialmente adaptadas ao clima de montanha, difundindo a ideia de que a região poderia ser um refúgio para o tratamento de doenças respiratórias, como a tuberculose, muito comum no período. Essa percepção foi reforçada com a inauguração da ferrovia entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão, em 1914, que facilitou o acesso de pacientes e visitantes em busca do “ar medicinal”.

Em 1946, o geógrafo José Setzer classificou o clima local como mesotérmico médio, com verões brandos e sem estação seca — uma definição que destacava a constância térmica e a amenidade da atmosfera. Na década seguinte, análises de séries meteorológicas entre 1965 e 1974 confirmaram que o clima jordanense se enquadra no tipo tropical temperado de altitude, sem ventos excessivos nem chuvas intensas, e com um notável equilíbrio entre temperatura e insolação.

Clima terapêutico e comparações internacionais

A fama do clima de Campos do Jordão ultrapassou fronteiras. No Congresso Internacional de Climatologia, realizado em Paris, em 1957, o município foi citado entre as localidades com os melhores climas do mundo, graças à sua estabilidade térmica, pureza atmosférica e intensidade de irradiação solar mesmo no inverno.

Pesquisas comparativas feitas na época apontaram que, em relação à cidade suíça de Davos Platz, famosa por suas estações de tratamento, Campos do Jordão apresentava 52% de dias claros, contra 41% em Davos, além de menor nebulosidade e diferença térmica menos acentuada entre o verão e o inverno (apenas 8 °C, contra 20 °C observados na Suíça).

Outros estudos indicavam que o teor de oxigenação e ozônio no ar jordanense era superior ao de Chamonix, na França, reconhecida pela pureza de seu ar a 2.800 m de altitude. Essas comparações ajudaram a consolidar a imagem de Campos do Jordão como uma “Suíça Brasileira”, tanto pelo clima quanto pela paisagem serrana.

Características climáticas e dados recentes

Atualmente, segundo a classificação de Köppen-Geiger, o clima de Campos do Jordão é do tipo Cfb — temperado oceânico de montanha, caracterizado por verões amenos, invernos frios e chuvas bem distribuídas ao longo do ano.

  • Temperatura média anual: cerca de 15 °C
  • Médias de verão: máximas de 23 °C a 25 °C, mínimas de 13 °C
  • Médias de inverno: máximas de 17 °C a 18 °C, mínimas de 4 °C a 6 °C
  • Precipitação anual: aproximadamente 1.700 mm, concentrada entre dezembro e março
  • Mês mais seco: junho (média de 40 a 50 mm)
  • Dias claros: cerca de 50% do ano, índice superior à média das regiões de montanha tropicais

As temperaturas extremas reforçam o caráter de montanha: a menor registrada oficialmente pelo INMET foi de –3,3 °C em 28 de junho de 2011, embora registros históricos mencionem até –8,7 °C em 1926. Já o inverno de 1979 foi lembrado por geadas intensas, com termômetros marcando –7,3 °C. Em contrapartida, o dia 14 de novembro de 2023 registrou uma das temperaturas mais altas da série histórica, um reflexo da variabilidade recente.

Em alguns períodos de estiagem, a umidade relativa do ar pode cair a 10%, criando um ambiente de clima frio e seco, ideal para quem busca o ar puro e revigorante da serra.

A influência da altitude e da vegetação

Campos do Jordão está situada entre 1.500 e 1.800 metros de altitude, encaixando-se na classificação de “estação de altitude” segundo Regnard (1890), que agrupava as regiões climáticas de acordo com os efeitos fisiológicos da altura. Essa altitude proporciona uma atmosfera mais rarefeita, o que estimula a ventilação pulmonar e melhora a oxigenação do sangue — motivo pelo qual o clima era indicado, no passado, para o tratamento de doenças respiratórias.

Historicamente, a cobertura vegetal da Serra da Mantiqueira também desempenhou papel fundamental na regulação do clima local. Estudos do século XX relatam que o desmatamento das encostas entre Monteiro Lobato e Campos do Jordão provocou leve alteração microclimática, tornando os verões um pouco mais úmidos e amenos. Ainda assim, o equilíbrio térmico e a pureza do ar permaneceram características marcantes da região.

O legado de uma estância climática

A reputação de Campos do Jordão como “estância climática” consolidou-se nas primeiras décadas do século XX, com a instalação de sanatórios e pensões voltadas ao tratamento de doenças pulmonares. O clima passou a ser não apenas um fenômeno natural, mas um símbolo de identidade e um ativo turístico e médico.

Com o passar dos anos, a cidade se transformou em um destino de lazer e bem-estar, mantendo viva a herança científica e cultural do seu clima. Hoje, a pureza do ar, as temperaturas suaves e a beleza natural continuam a atrair visitantes em busca de descanso, saúde e contato com a natureza.

O clima de Campos do Jordão representa um raro equilíbrio entre frescor, estabilidade e luminosidade. Sua história, marcada por estudos científicos e relatos de viajantes, revela que o “ar da Mantiqueira” é mais do que um elemento da paisagem: é parte da essência que fez da cidade um dos destinos mais admirados do país.

Com sua combinação de altitude, pureza atmosférica e amenidade térmica, Campos do Jordão segue sendo referência nacional e internacional — uma verdadeira joia climática da Serra da Mantiqueira.

Vegetação de Campos do Jordão

PinheiroA vegetação de Campos do Jordão se distribui em dois grandes tipos: a vegetação de mata e a vegetação campestre. De um modo geral, ela se apresenta profundamente modificada pela influência do homem.

Do ponto de vista paisagístico, sobressai a presença das massas vegetais da floresta de Araucária-Podocarpus e de extensos reflorestamentos de coníferas.

O pinheiro é a árvore-símbolo de Campos do Jordão, não obstante, o ataque criminoso do homem.

O gênero Araucária, Juss., ensina Hoene, em “Araucarilândia”, abrange apenas 10 espécies de árvores, dispersadas em várias regiões da América e da Austrália.

O nosso pinheiro ( Araucária Brasiliana, Rich.) tem sua área de dispersão limitada ao sul do Brasil. No Chile, cresce a Araucária Imbricata, Pav;. que é conhecida por “pinheiros do Chile” e se caracteriza por ser mais robusta de aspecto, graças a suas folhas bastas e rijas. A terceira espécie é de Araucária Bidwilli, Hook, nativa da Austrália, de folhas mais estreitas que a nossa, porém, menos consistente, e nitidamente separadas em forma de uma pasta sobre os ramos.

A Araucária Excelsa, R.Br., conhecida vulgarmente como “pinheiro Nordfolk” tem os mesmos ramos exatamente verticulados, formando rodas de cinco raios, que decrescem, gradativamente, para o ápice. Outra é a Araucária Cunninghami, Sweet, natural da Austrália.

Ambas são cultivadas em Campos do Jordão e em várias partes do globo graças ao seu belo aspecto.

No que tange a flora, escreveu Mário Sampalo Ferras, em 1941, que muito interessantes foram as impressões colhidas, em Campos do Jordão, pelo eminente naturalista Hoene, em 1924, acerca de aspectos botânicos, “sui-generis” da região: Apesar de ser parca a espécie, ele classifica de rica a flora serrana de Campos do Jordão, tanto que dali trouxe para o seu notável herbário botânico, em São Paulo, 34 famílias diferentes, distribuídas entre as pináceas, licopodiáceas, liliáceas, eriocauláceas, etc… além de 46 espécies de orquídeas vivas.

Em 26 de junho de 1984 ( Lei Estadual Nº 4.105 ), a cidade de Campos do Jordão foi declarada com Área de Proteção Ambiental(APA).

Uma APA – Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

A APA de Campos do Jordão, está localizada na Serra da Mantiqueira, fazendo parte de um conjunto de áreas protegidas pelo Estado e pelo Governo Federal para garantir a proteção de importantes ecossistemas da Mata Atlântica e os recursos hídricos, utilizados para abastecimento público de vários municípios paulistas e mineiros.

Essa região é caracterizada por uma cobertura vegetal de transição entre a Mata Atlântica e a Mata de Araucárias. A primeira apresenta em estágios sucessionais desde capoeiras até remanescentes de porte arbóreo denso, na segunda, por sua vez, a vegetação associada à altitude apresenta exemplares de pinheiro-do-paraná e pinheiro-bravo e campos de altitude.

Seu relevo, associado à altitude, à vegetação e principalmente ao clima da região, forma um conjunto de grande valor cênico e biológico. Em virtude de sua posição geográfica – localizada entre os dois maiores centros urbanos do país, São Paulo e Rio de Janeiro, a APA possui um grande potencial turístico e ecológico, que são as principais atividades econômicas da região. Campos do Jordão já pode ser considerado um pólo de lazer e de cultura, principalmente no inverno, quando é realizado o seu famoso Festival de Inverno.