
publicado
em 09/12/09 - 02h08 - Atualizado em 31/12/09 - 07h22
O Museu Felícia Leirner, está localizado na Av. Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 - Alto da Boa Vista, em uma área de 350.000 m2 no jardim do Auditório Cláudio Santoro. O espaço reúne cerca de 108 obras da artista polonesa, esculpidas em bronze e cimento branco que foram doadas por ela ao Governo do Estado de São Paulo em 1978.
São figuras zoomórficas e humanas, além de gigantescas imagens brancas que nascem da grama para estabelecer uma comunhão perfeita com a paisagem.
Por entre suas alamedas sombreadas e floridas, pode-se sentir toda a alma da escultora através de suas peças expostas em pontos estratégicos e a belíssima vista da pedra do baú com todo seu encanto.
Felícia Leirner
Nascida em Varsóvia em 1904, filha de Pinkus e Sheila Aichembaum, morou na Polônia até 1927, quando veio para o Brasil, após a opressão, preconceitos e humilhação causadas no pós-guerra da Primeira Guerra Mundial. Da união com Isai Leirner, diretor-tesoureiro do MAM/SP e criador do "Prêmio Leirner de Arte Contemporânea", nasceu seus três filhos: Adolfo, Nelson e Giselda. Devido a uma intervenção cirúrgica em 1940, Felícia Leirner teve que abandonar o sonho de cantora de ópera, apesar das aulas e integração ao coro lírico em Varsóvia.
Aos 42 anos de idade, junto com sua filha Giselda, iniciou seus estudos de desenho e pintura com Yolanda Mohayil, pessoa responsável em apresentar Felícia Leirner à escultura Elizabeth Nobling, que trabalhava com esculturas em cerâmica. Mas, foi no ateliê do renomado artista Victor Brecheret que foram criados seus primeiros trabalhos pertencentes à fase "Figurativa" e são datados de 1950 a 1958. Primeiro o mestre não queria aceitá-la como discípula, mas se rendeu ao talento da artista que o ajudou na obra símbolo de São Paulo: Monumento às Bandeiras, localizado no Parque do Ibirapuera (antigo ateliê do escultor). No mesmo período pediu ao crítico de arte Wolfgang Pfeiffer, uma coleção de slides que contasse a história da escultura desde a pré-história até o século XX, além de visitas a museus e constantes consultas a livros de esculturas, melhorando sua percepção sobre essa arte.
A partir de 1953, confirmou sua importância como artista ao participar das Bienais Internacionais de São Paulo, sendo que em 1955 foi agraciada com o "Prêmio de Aquisição" do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo seu nome e sua obra reconhecida no país e no exterior. Em 1957, suas esculturas foram incorporadas aos acervos do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e do Museu de Arte Moderna de Paris, além de outros importantes Museus da Europa como o Stedejlik Museum de Amsterdã e a Tate Gallery de Londres. Já em 1963, a Bienal de São Paulo concede a artista o prêmio de "Melhor Escultor Brasileiro". Entre 1958 e 1962, a artista já consagrada, entra em um novo momento em sua trajetória, tornando suas obras abstratas, nascendo então a fase das "Cruzes" (1963), seguida pela fase das "Estruturações" (1964/1965). Na construção de suas esculturas, ela utilizava barro, contrariando as de mármore e talho na madeira como base para as peças. Tanto que, em suas obras em cobre, ela usava moldes de gesso sobre um molde de barro.
Com o falecimento precoce de seu marido em 1962, e abalada por esta situação, Felícia Leirner resolveu afastar-se dos grandes centros de artes para refugiar-se em Campos do Jordão, instalando-se na cidade em 1965. Este foi o ponto de partida para a fase dos "Habitáculos" em 1966, onde envereda pelo território da arquitetura com esculturas habitáveis. Seu amor à natureza e aos animais a leva, em 1970, a fase dos "Bichos" transformando às suas obras em um curioso e fantástico zoológicos de ricas formas, cheias de cavidades, onde a água da chuva poderia se acumular e refrescar os pássaros, animais pelos quais demonstrava um carinho especial. Nesta mesma época, ela fez um grande conjunto de esculturas dedicado ao "Homem e a Família", como a "São Francisco" que aparenta estar de braços abertos aguardando a visita dos pássaros.
O amor da escultora à natureza e a Campos do Jordão foi declarado com a criação do Museu Felícia Leirner em 1978, onde a artista doou todas as obras de sua autoria e de sua propriedade ao Governo do Estado de São Paulo para a composição do museu. A fase dos "Portais" iniciou em 1980, com suas formas recortadas e planas, que distribuem sobre a paisagem como mensagens enigmáticas, dando continuidade às obras no Museu. E em 1982, coloca duas molduras em uma árvore torta, marcando assim o fim de sua produção no museu. A partir desse momento, recolhe-se em sua casa de Campos do Jordão, e sem abandonar sua arte, distraía-se com a confecção de esculturas em menores proporções, com seus desenhos, tapetes e bordados.
O International Sculpture Center de Washington, através de sua revista Sculpture, classificou o Museu, em 1987, como um dos principais do mundo. E em comemoração a X Bienal, O Correio do Brasil escolheu uma escultura da Felícia para ilustrar um de seus selos.
Amada por todos e admirada por muitos, Felícia Leirner viveu seus últimos anos de vida entre Campos do Jordão e São Paulo quando a temperatura era amena, vindo a falecer aos 92 anos na tranqüilidade de sua casa de São Paulo. Com seu espírito sempre juvenil, pode-se dizer que ela nunca envelheceu, apenas tornou-se mais idosa.
Entrada
R$ 1,00 (pedestre)
R$ 2,00 (moto)
R$ 5,00 (carro de passeio)
R$ 30,00 (ônibus)
Horário de Funcionamento
Terça a Domingo das 10:00 às 18:00 horas.
Mais informações
(12) 3662-2334
Endereço
Rua Luís Arrobas Martins, 1800 - Alto da Boa Vista
Campos do Jordão
Como chegar
Passando por Vila Abernéssia, o centro comercial da cidade, vire à esquerda na rotatória das flores que está próximo a Estação da Estrada de Ferro e ao Fórum; siga a rua lateral ao Mercado Municipal, passando pelo Hospital Municipal. Após passar pelo Palácio Boa Vista, sede do governo do Estado de São Paulo, vire a segunda rua à direita; A entrada do Auditório está a 500 metros do lado direito.
O Museu Felícia Leirner, está localizado numa área de 350.000 m2 no jardim do Auditório Cláudio Santoro em Campos do Jordão. Ele reúne cerca de 108 obras da artista, em bronze e cimento branco que foram doadas por ela ao Governo do Estado de São Paulo, em 1978. www.netcampos.com The Museum Felícia Leirner is located in an open area of 350000 m2 in Campos do Jordão, Brazil. It is a collection of about 108 works, in bronze and white cement which were donated by the artist to the Government of the State of São Paulo in 1978. www.netcampos.com Le Musée Felicia Leirner est situé dans une zone de 350.000 m2 à Campos do Jordão, Brésil. Il comprend environ 108 œuvres en bronze et en ciment blanc qui ont été données par l'artiste au gouvernement de l'Etat de São Paulo en 1978. www.netcampos.com
Situada em um dos caminhos que levam à Pedra do Baú, a Gruta dos Crioulos recebeu este nome devido a uma lenda, na qual diz que em suas cavernas abrigavam-se os escravos foragidos das fazendas na época da escravatura.
O Centro de Lazer Tarandú é um complexo com 500 mil metros quadrados que oferece diversas fomas lazer. Entre elas estão o Arborismo, Passeios a Cavalo, Mini golf, Mini Buggy, Bike, Patinação no Gelo, Pait Ball, Orbit Ball dentre outros.
Lindos jardins de diferentes partes do mundo estão integrados à natureza de Campos do Jordão neste maravilhoso lugar. Conheça o amantikir para sentir a verdadeira sensação proximidade com o meio ambiente.
Em Campos do Jordão aprecie esta maravilhosa visão da serra, onde é possível ver o horizonte se encontrar com as montanhas em meio ao vale repleto de verde.
Uma autêntica vila européia no Estado de São Paulo. A Vila Capivari justifica o porquê Campos do Jordão é conhecida como a Suiça Brasileira. A arquitetura, a comida, as bebidas, as compras e os serviços, tudo com o glamour europeu.
OK! Aqui tem pesca e lagos, ecoturismo, atelier de arte, restaurante, pousada e toda uma infraestrutura para você se cansar e se recuperar, se cansar de novo e assim por diante!
Algo de espetacular acontece na vida de quem visita a Pedra do Baú. Mesmo sem praticar qualquer dos esportes radicais lá presentes, uma simples subida ao Baúzinho ou à própria Pedra do Baú e ver o mundo ate onde a vista alcança já vale a pena!
Conheça mais sobre estes incríveis insetos que fascinam por suas cores e encantos. O borboletário Flores que Voam é uma ótima opção de passeio junto a natureza de Campos do Jordão.