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Campos do Jordão,sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Caminho da fé: Vigilância Epidemiológica recomenda vacina contra a febre amarela

Macacos mortos vítimas da doença foram encontrados na Serra da Mantiqueira no primeiro semestre, o que reforça a importância da imunização

Caminho da fé: Vigilância Epidemiológica recomenda vacina contra a febre amarela
Caminho da Fé passa pela Serra da Mantiqueira – Foto caminhodafe.com.br

À medida que o Dia da Padroeira do Brasil se aproxima aumenta o número de romeiros em peregrinação pelo Caminho da Fé rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. O percurso de mais de 300 km passa pela Serra da Mantiqueira, onde no primeiro semestre macacos foram encontrados mortos na região de Santo Antônio do Pinhal vítimas da febre amarela silvestre. Por isso, a Vigilância Epidemiológica de Campos do Jordão orienta os fiéis a tomar a vacina pelo menos 10 dias antes de iniciar a caminhada.  

Além da imunização, a veterinária do Controle de Vetores, Milena Maria Gomes, também recomenda que os peregrinos usem repelentes, blusas de manga longa e calçados adequados. Vale ressaltar que roupas claras facilitam a observação de vetores como carrapatos, por exemplo.

Milena Gomes também ressalta a importância de ter cuidado com animais peçonhentos. “Em caso de acidentes com animais peçonhentos, ou sintomas de febre alta, dores no corpo e dores de cabeça, procure atendimento médico com emergência”, destacou. Outra recomendação é evitar contato com animais silvestres e água parada. Protetor solar e kit de primeiros socorros também são indispensáveis na mochila.

Macacos não transmitem febre amarela

A febre amarela é uma doença viral que afeta o fígado e os macacos não são transmissores, mas vítimas do mosquito haemagogus, o vetor da doença na forma silvestre. Quando infectados, ajudam as autoridades de saúde a identificar o local de circulação do vírus, o que agiliza as medidas de prevenção.

“Caso sejam avistados macacos mortos ou doentes, não toque no animal e comunique imediatamente a Vigilância Epidemiológica ou o Centro de Controle de Zoonoses”, recomenda Milena Gomes. Na cidade, o transmissor é o Aedes Aegypti, o mesmo da dengue.

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