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El Niño deve provocar temporais severos e ondas de calor intensas no interior do Brasil

De acordo com os meteorologistas, o fenômeno tende a deixar o ar mais quente sobre grande parte do país e provocar distribuição irregular das chuvas.

por: Redação ( Hoje ) - Atualizado: 17/02/2026 06:49

O Brasil deve enfrentar, a partir do meio do ano, um novo período de instabilidade climática marcado por temporais severos e ondas de calor mais intensas e frequentes em diversas regiões do interior. A projeção é atribuída à atuação do fenômeno El Niño, segundo análise divulgada pela Climatempo.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e interfere diretamente no regime de chuvas, temperatura e ventos em várias partes do mundo, incluindo o território brasileiro.

Impactos previstos no Brasil

De acordo com os meteorologistas, o fenômeno tende a deixar o ar mais quente sobre grande parte do país e provocar distribuição irregular das chuvas. Enquanto algumas regiões podem registrar temporais intensos e concentrados, outras enfrentam redução significativa no volume de precipitação.

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O Sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul, costuma registrar aumento das chuvas durante episódios de El Niño. Em contrapartida, o extremo Norte, incluindo áreas da Amazônia e do Nordeste, fica mais vulnerável a períodos prolongados de estiagem e seca severa.

No interior do país, a combinação entre calor excessivo e irregularidade das chuvas cria um cenário propício para eventos extremos, como tempestades localizadas com alto volume de água em curto período, rajadas de vento e descargas elétricas.

Risco elevado de incêndios no Pantanal

Em Mato Grosso do Sul, a preocupação se concentra no avanço dos incêndios florestais, sobretudo no bioma Pantanal. A interferência do El Niño no regime de chuvas e no padrão térmico pode resultar em temperaturas acima da média histórica e redução da umidade relativa do ar, fatores que ampliam consideravelmente o risco de fogo.

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), o fenômeno deve atingir o ápice entre o fim do outono e o início do inverno. A tendência é que a situação se agrave nos próximos meses, após um período de chuvas abaixo do esperado até janeiro.

Embora o início de fevereiro tenha apresentado melhora nos índices de precipitação, com alguns municípios superando a média prevista para o mês, o cenário climático ainda inspira cautela, principalmente diante do histórico recente de grandes incêndios na região.

Ações preventivas do governo estadual

Diante do panorama climático adverso, o governo de Mato Grosso do Sul já intensificou o planejamento de ações preventivas e de combate aos incêndios florestais. A estratégia envolve atuação integrada por terra e por ar, com utilização de aeronaves em áreas de difícil acesso e transporte de equipes especializadas.

O uso de tecnologia tem papel central na operação. Drones e análises por satélite auxiliam no monitoramento de focos de calor, permitindo respostas mais rápidas e direcionadas. O objetivo é garantir maior eficiência no controle e na extinção das chamas, reduzindo danos ambientais e econômicos.

Operação Pantanal 2025 apresenta redução de danos

Os resultados da Operação Pantanal 2025 demonstraram avanço significativo na gestão do risco ambiental. No ano passado, foram registrados 202,6 mil hectares queimados, o equivalente a 8,8% dos mais de 2,3 milhões de hectares consumidos pelo fogo em 2024 no estado.

A redução expressiva no número de focos de calor e na área queimada é atribuída a um conjunto de fatores, incluindo maior conscientização da população, fortalecimento da atuação interinstitucional, qualificação técnica das equipes e condições climáticas relativamente mais favoráveis.

O Corpo de Bombeiros Militar desempenhou papel estratégico nesse resultado. A corporação atua tanto na fase de preparação, com manejo preventivo do fogo e capacitação de brigadistas, quanto na linha de frente das operações.

Desde 2024, foram instaladas bases avançadas no Pantanal, reforçando a presença operacional em áreas críticas. Ao todo, 1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas para atender 4.391 ocorrências, a maioria registrada em regiões urbanas.

Perspectivas para os próximos meses

Com a previsão de intensificação do El Niño, especialistas alertam para a necessidade de monitoramento constante e adoção de medidas preventivas por parte do poder público e da população.

A combinação entre calor extremo, baixa umidade e irregularidade das chuvas tende a elevar o risco de incêndios e de eventos climáticos severos. O acompanhamento das atualizações meteorológicas e o cumprimento das orientações das autoridades ambientais e de defesa civil serão determinantes para mitigar impactos.

O cenário reforça a importância de políticas públicas estruturadas, investimento em tecnologia de monitoramento climático e fortalecimento das ações integradas entre estados, municípios e governo federal para enfrentar os desafios impostos pelo fenômeno.

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