
O 56º Festival de Inverno de Campos do Jordão entra em sua segunda semana com uma programação intensa, gratuita e marcada pela diversidade musical. Entre os dias 9 e 16 de julho, o público poderá acompanhar apresentações de música sinfônica, ópera, jazz, música brasileira, recitais e concertos de formação, em uma agenda que movimenta diferentes espaços culturais da cidade e também palcos na capital paulista.
Considerado o maior festival de música clássica da América Latina, o evento segue como um dos principais atrativos da temporada de inverno em Campos do Jordão. A edição de 2026 começou no dia 4 de julho e vai até 2 de agosto, reunindo mais de 80 apresentações gratuitas ao longo do mês, com programação artística e pedagógica.
Nesta segunda semana, a agenda ganha força com nomes e obras de grande apelo para diferentes públicos. Entre os destaques estão Carmina Burana, de Carl Orff, a Brasil Jazz Sinfônica com Mariana Aydar, novas récitas da ópera A Flauta Mágica, de Mozart, apresentação de Roberta Sá, além de concertos com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Experimental de Repertório.
A programação reforça uma das características mais importantes do Festival de Inverno: aproximar a música de concerto do grande público, ocupando palcos tradicionais e espaços abertos de Campos do Jordão. A cidade, que já vive o auge do movimento turístico no mês de julho, passa a receber visitantes interessados não apenas no clima de montanha, na gastronomia e no charme da Serra da Mantiqueira, mas também em experiências culturais de alta qualidade.
Segunda semana amplia a programação em Campos do Jordão
A nova etapa do festival reúne apresentações em locais como o Auditório Claudio Santoro, Parque Capivari, Museu Felícia Leirner, Museu CARDE, Espaço Cultural Dr. Além e outros espaços integrados à programação oficial. A proposta é descentralizar o acesso à música, levando concertos a diferentes pontos da cidade e facilitando a participação de moradores, turistas e estudantes.
O Auditório Claudio Santoro, principal palco do festival, segue recebendo grandes produções da edição. Entre elas estão as récitas de A Flauta Mágica, uma das óperas mais conhecidas de Wolfgang Amadeus Mozart. A montagem reúne Orquestra e Coro do Festival, cantores selecionados pela Academia de Ópera e direção musical de Roberto Minczuk, mantendo a tradição do evento de unir formação, excelência artística e apresentação ao público.
A ópera tem papel importante nesta edição porque marca a presença de jovens talentos em uma produção de grande porte. Para o público, é uma oportunidade de acompanhar uma montagem lírica em Campos do Jordão dentro de um festival que historicamente valoriza tanto os grandes repertórios quanto a formação de músicos.
Outro ponto alto da semana é Carmina Burana, obra monumental de Carl Orff, conhecida pela força coral, impacto cênico e grande popularidade. A apresentação reúne orquestra, coro e solistas, em um repertório que costuma atrair tanto o público habituado à música clássica quanto quem está tendo um primeiro contato com esse universo.
Veja a programação da segunda semana do Festival de Inverno
A segunda semana do Festival de Inverno de Campos do Jordão reúne concertos gratuitos entre os dias 9 e 16 de julho, com apresentações em Campos do Jordão e também em São Paulo. Entre os destaques estão a Brasil Jazz Sinfônica, Mariana Aydar, a ópera A Flauta Mágica, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra Experimental de Repertório, Roberta Sá e o Coro da Osesp.
Quinta-feira, 9 de julho
Às 11h, a Big Band da Brasil Jazz Sinfônica se apresenta na Concha Acústica do Museu Felícia Leirner, sob regência de João Maurício Galindo, com repertório dedicado a Henry Mancini.
Às 14h, o CARDE Museu recebe a Corporação Musical Lyra de Mauá, com regência de Marim Meira.
Às 15h30, o Parque Capivari recebe a Brasil Jazz Sinfônica e Mariana Aydar, em apresentação gratuita ao ar livre.
Às 18h, o Auditório Claudio Santoro recebe nova apresentação da ópera A Flauta Mágica, de Mozart, com a Ópera e Orquestra do Festival de Inverno de Campos do Jordão, Coro do Festival e regência de Roberto Minczuk.
Também às 18h, o Hotel Toriba recebe a programação paralela Toriba Musical, com piano e voz por Cláudio Goldman.
Na capital paulista, às 19h, a Sala Eleazar de Carvalho, na Sala São Paulo, recebe Cláudio Micheletti, André Micheletti e Ariel Magno.
Sexta-feira, 10 de julho
Às 11h, a Big Band da Brasil Jazz Sinfônica se apresenta no Parque Capivari, também com repertório dedicado a Henry Mancini.
Às 14h, o CARDE Museu recebe a Orquestra de Câmara da ECA-USP, sob regência de Ricardo Bologna.
Às 15h30, o Auditório Claudio Santoro recebe a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, com regência de Cláudio Cruz e participação do violinista Cármelo de los Santos. O programa inclui obras de Brahms e Prokofiev.
Às 18h, o Espaço Cultural Dr. Além recebe o Coro Jovem de Campos do Jordão — AME Campos, dentro da programação paralela Toriba Musical.
Também às 18h, o Hotel Toriba recebe recital de piano com Paulo Arnaldo Duarte.
Às 20h, o Auditório Claudio Santoro recebe a Orquestra Experimental de Repertório, com regência de Wagner Polistchuk e participação do pianista Ivo Kahánek.
Sábado, 11 de julho
Às 11h, o Parque Capivari recebe Camila Provenzale e Marcelo Bratke, com repertório dedicado a Heitor Villa-Lobos.
Às 15h30, a Sala São Paulo recebe apresentação do Duo Siqueira Lima.
Às 20h, o Auditório Claudio Santoro recebe mais uma apresentação da ópera A Flauta Mágica, de Mozart, com a Orquestra e Coro do Festival, sob regência de Roberto Minczuk.
Domingo, 12 de julho
Às 15h30, o Auditório Claudio Santoro recebe nova récita da ópera A Flauta Mágica, uma das grandes produções da edição 2026 do festival.
Música brasileira também ganha destaque
Embora o Festival de Inverno seja reconhecido nacionalmente pela música clássica, a programação de 2026 também abre espaço para encontros com a música popular brasileira, o jazz e repertórios que dialogam com diferentes gerações.
Um dos destaques é a apresentação da Brasil Jazz Sinfônica com Mariana Aydar, que leva ao Parque Capivari um repertório ligado à música brasileira, com arranjos sinfônicos e linguagem popular. A presença da cantora reforça a proposta de ampliar o alcance do festival e atrair públicos variados para a programação gratuita.
A Brasil Jazz Sinfônica também aparece na agenda com sua Big Band, em apresentações que dialogam com trilhas, standards e arranjos de forte apelo popular. O formato ao ar livre, especialmente no Parque Capivari, favorece o contato espontâneo do público com a programação. Para turistas que circulam pela região central de Campos do Jordão, os concertos se tornam parte da experiência da temporada.
Roberta Sá também integra a segunda semana do festival, em apresentação com violão e bandolim. A cantora, reconhecida por sua ligação com o samba e a música brasileira, amplia o leque artístico da programação e reforça a presença de repertórios nacionais dentro do evento.
Essa mistura entre música de concerto, jazz e MPB ajuda o festival a dialogar com diferentes perfis de público. Em Campos do Jordão, onde a temporada de inverno reúne famílias, casais, grupos de amigos e visitantes de várias regiões do país, a diversidade da programação é um dos fatores que fortalecem o impacto cultural do evento.
Formação de jovens músicos é um dos pilares do festival
Além dos concertos abertos ao público, o Festival de Inverno mantém uma forte agenda pedagógica. O Módulo Pedagógico reúne jovens músicos brasileiros e estrangeiros em aulas, ensaios, masterclasses e apresentações ao lado de professores convidados.
Essa dimensão formativa é uma das marcas históricas do evento. Desde sua criação, o festival combina apresentações de alto nível com a preparação de novas gerações de instrumentistas, cantores, regentes e músicos de câmara. Para muitos bolsistas, participar do Festival de Inverno de Campos do Jordão representa uma etapa decisiva na trajetória artística.
A segunda semana também evidencia esse caráter educativo com a presença de grupos como a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra Experimental de Repertório. As formações, ligadas ao desenvolvimento de músicos, mostram ao público a força da música como processo contínuo de aprendizado, disciplina e convivência coletiva.
O Prêmio Eleazar de Carvalho, tradicional reconhecimento concedido a bolsistas de destaque, também integra o contexto da edição. A premiação valoriza talentos que se destacam durante as atividades do festival e pode abrir portas para estudos e aperfeiçoamento musical no exterior.
Programação movimenta turismo e economia local
Em Campos do Jordão, o Festival de Inverno vai além da agenda cultural. O evento tem impacto direto no turismo, na hotelaria, na gastronomia, no comércio e nos serviços. Durante julho, a cidade registra um dos períodos mais movimentados do ano, e a programação gratuita ajuda a ampliar a permanência dos visitantes e a distribuir o fluxo por diferentes regiões.
A segunda semana acontece em um momento estratégico da temporada. Após a abertura oficial e o primeiro fim de semana de atividades, o festival mantém a cidade em evidência e oferece novas opções para quem visita Campos do Jordão durante a semana ou programa uma viagem para os próximos dias.
A presença de atrações no Parque Capivari também fortalece a integração entre cultura e turismo. O local é um dos pontos mais visitados da cidade e concentra grande circulação de público durante o inverno. Com concertos gratuitos, o festival transforma a passagem de turistas pela região em uma experiência cultural aberta e acessível.
Já espaços como o Auditório Claudio Santoro e o Museu Felícia Leirner reforçam o perfil artístico de Campos do Jordão. Localizados no Alto da Boa Vista, eles consolidam a cidade como referência cultural, especialmente durante o inverno, quando a programação ganha projeção estadual e nacional.
Festival também tem apresentações em São Paulo
Além da programação em Campos do Jordão, a edição de 2026 mantém concertos gratuitos na capital paulista. A Sala São Paulo, a Sala Eleazar de Carvalho e a Estação Motiva Cultural integram a agenda, com apresentações de música de câmara, recitais e grupos formados por professores, bolsistas e artistas convidados.
A presença em São Paulo amplia o alcance do festival e fortalece a conexão entre a Serra da Mantiqueira e a capital. Ao mesmo tempo, Campos do Jordão segue como o centro simbólico e turístico da programação, mantendo a tradição de receber grandes concertos durante a temporada de inverno.
Para o público do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira, a programação representa uma oportunidade de acesso gratuito a apresentações de qualidade, sem a necessidade de deslocamento para grandes centros culturais. Essa característica reforça o papel regional do festival e sua importância para a democratização da cultura.
Serviço
Evento: 56º Festival de Inverno de Campos do Jordão
Período da edição 2026: de 4 de julho a 2 de agosto
Programação da segunda semana: de 9 a 16 de julho
Locais em Campos do Jordão: Auditório Claudio Santoro, Parque Capivari, Museu Felícia Leirner, Museu CARDE, Espaço Cultural Dr. Além e demais espaços da programação oficial
Locais em São Paulo: Sala São Paulo, Sala Eleazar de Carvalho e Estação Motiva Cultural
Entrada: gratuita, conforme disponibilidade e regras de cada espaço
Programação completa: disponível no site oficial do Festival de Inverno de Campos do Jordão
Tradição que fortalece Campos do Jordão
Criado em 1970, o Festival de Inverno de Campos do Jordão se consolidou como uma das principais referências culturais do país. Ao longo de mais de cinco décadas, o evento formou músicos, revelou talentos, recebeu grandes artistas e ajudou a projetar Campos do Jordão como destino de cultura, música e turismo.
A segunda semana da edição de 2026 confirma essa vocação. Com ópera, obras sinfônicas, música brasileira, jazz, recitais e apresentações de jovens músicos, o festival segue ocupando a cidade com uma programação que valoriza tanto a tradição quanto a renovação.
Para Campos do Jordão, o evento representa mais do que uma agenda de concertos. É uma vitrine cultural que movimenta a cidade, fortalece a economia local e oferece ao público uma experiência que combina arte, turismo e inverno na Serra da Mantiqueira.
Com programação gratuita até o dia 2 de agosto, o Festival de Inverno segue como um dos principais motivos para visitar Campos do Jordão em julho.