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Campos do Jordão,sexta-feira, 11 de setembro de 2026
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Brasil deve movimentar US$ 35,8 Bi com viagens corporativas em 2026

Valor estimado é 13,8% maior em relação ao resultado de 2025, prevê a GBTA, maior associação do mundo voltada para o setor

Brasil deve movimentar US$ 35,8 Bi com viagens corporativas em 2026
São Paulo se destaca entre os mercados do segmento. Foto: divulgação/Conexidades

As viagens corporativas têm se tornado cada vez mais relevantes para o turismo brasileiro, que em 2026 deve faturar US$ 35,8 bi com os deslocamentos por razões profissionais. É o que prevê a Global Business Travel Association (GBTA), associação internacional que reúne gestores de viagens, compradores corporativos e fornecedores de serviços turísticos. O valor 13,8% maior que o resultado de 2025 coloca o Brasil na liderança dos principais mercados do mundo para esse segmento.

“Entre os países top 15, que respondem a 84% do gasto total em 2026, os que apresentam as maiores taxas de crescimento esperadas são Brasil, Austrália, Coreia do Sul, Turquia e Japão”, afirmou Katharine Farrell, vice-presidente da GTBA para as Américas, que projeta US$ 1,71 trilhão de gastos globais com viagens corporativas, alta de 7,2% em relação a 2025. Os dados foram apresentados no Travel Conect 2026, evento de inovação e viagens e despesas corporativas realizado em São Paulo.

São Paulo entre os principais mercados

Além do levantamento das viagens corporativas, a GBTA também apresentou uma prévia do impacto econômico que está sendo analisado em 25 cidades de 20 países. Com base nos dados de 2024, o estudo apontou a geração de US$ 3,4 bilhões em receitas na capital paulista, um crescimento de 7,3%.

De acordo com o resultado preliminar, 31% de todos os gastos com viagens corporativas ficaram na economia local, sustentando mais de 33 mil empregos, gerando US$ 737 milhões em valor agregado local e recolhendo US$ 391 milhões em impostos. O estudo mostra o quanto as viagens corporativas são importantes para cada um dos mercados pesquisados.

Mas nem tudo são flores. Katharine Farrell vê um ambiente de maior pressão sobre custos, especialmente na América Latina, onde a GBTA prevê alta de 9,5% nas tarifas hoteleiras em 2026. Já as passagens aéreas devem subir cerca de 3%, estima a associação.

Com informações: Panrotas

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