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Tempestade histórica despeja 90 mm em menos de uma hora e provoca alagamentos em Campos do Jordão

O acumulado equivale ao volume esperado para aproximadamente 15 dias de precipitação

por: Redação ( Hoje ) - Atualizado: 20/02/2026 13:10

Uma forte tempestade de verão registrada no fim da tarde desta quinta-feira (19) provocou alagamentos e deslizamentos em diferentes pontos de Campos do Jordão. O volume de chuva surpreendeu até mesmo os órgãos de monitoramento: o pluviômetro da Defesa Civil marcou 90 milímetros em menos de uma hora — o maior índice já registrado na cidade neste ano.

O volume superou os 82,4 milímetros anotados em 13 de janeiro, data em que também houve enchentes. Apesar dos transtornos, não houve registro de vítimas.

90 litros de água por metro quadrado em menos de uma hora

Para dimensionar o impacto: cada milímetro de chuva corresponde a um litro de água por metro quadrado. Isso significa que, em cerca de 60 minutos, 90 litros de água foram despejados sobre cada metro quadrado da cidade.

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O acumulado equivale ao volume esperado para aproximadamente 15 dias de precipitação. Como a chuva foi extremamente concentrada em curto intervalo de tempo, as galerias pluviais não conseguiram absorver o volume, resultando em transbordamentos e pontos de alagamento.

Ribeirão Capivari transborda e atinge vias centrais

O Ribeirão Capivari, que corta a estância turística, transbordou durante o pico da tempestade. As avenidas Januário Miráglia e Frei Orestes Girardi ficaram submersas em determinados trechos.

Os alagamentos foram registrados nas proximidades da Parada Fracalanza do bondinho, no polo de estacionamento e na região do Ginásio Esportivo. Os trilhos da Estrada de Ferro Campos do Jordão também ficaram debaixo d’água, impactando temporariamente a operação.

Na manhã desta sexta-feira (20), não havia mais registros de alagamentos ativos na região central.

Doze deslizamentos de terra

Além das enchentes, a Defesa Civil contabilizou 12 deslizamentos de terra, com maior concentração na Vila Santo Antônio. Uma pessoa precisou deixar a residência e foi acolhida por familiares.

Também houve queda de barreiras na Rua da Pedreira e no Jardim Sumaré, sem registro de feridos. Equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Serviços Urbanos seguem mobilizadas para a remoção de terra e limpeza das áreas afetadas.

Piscinão deve ser construído na região do Fracalanza

Diante do cenário de chuvas cada vez mais intensas e concentradas, o Governo Municipal confirmou que pretende investir em uma solução estrutural para reduzir o impacto das enchentes na área central.

O prefeito Carlos Eduardo Pereira da Silva (Caê) informou que a cidade deverá construir um reservatório de águas pluviais — conhecido como “piscinão” — na região do bairro Fracalanza. O projeto está sendo discutido em parceria com o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).

Segundo o prefeito, a proposta já está em fase de tratativas e deverá avançar para amenizar os efeitos de eventos extremos.

Desde o início da atual gestão, a Prefeitura afirma ter retomado ações de limpeza de rios e córregos, além da substituição de bocas de lobo entupidas, como medida preventiva contra enchentes.

Sistema de Alerta Remoto ainda em fase de testes

O Sistema de Alerta Remoto (SISAR), que contará com sirenes nos bairros Britador e Vila Santo Antônio, ainda não foi acionado porque está em fase final de instalação e testes operacionais.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, José Carlos Antunes, os agentes passam por treinamentos técnicos antes da entrega definitiva do sistema à população.

Durante a ocorrência, equipes distribuíram lonas plásticas em áreas de risco e orientaram moradores sobre cuidados preventivos.

Cenário de chuvas intensas preocupa especialistas

Eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes na Serra da Mantiqueira. A combinação de relevo acidentado, urbanização concentrada e volumes elevados de chuva em curto espaço de tempo aumenta o risco de enchentes e deslizamentos.

O episódio desta quinta-feira reforça a necessidade de obras estruturais de macrodrenagem, manutenção constante das galerias pluviais e monitoramento meteorológico contínuo.

A Defesa Civil segue acompanhando as condições climáticas e mantém orientação para que moradores de áreas suscetíveis a deslizamentos fiquem atentos a sinais como rachaduras no solo, inclinação de árvores e movimentação de terra.

Até o momento, a cidade contabiliza danos materiais pontuais, mas nenhuma vítima foi registrada.

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