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São José dos Campos,sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Fundo de Quintal se apresenta na Toka neste sábado em São José dos Campos

Programação de 10 de outubro começa às 15h e reúne também Brilho no Olhar, DJ Tidas e DJ Charlão; ingressos estão disponíveis pela Zig Tickets.

Cinco integrantes do Fundo de Quintal no palco, com o público ao fundo.
Fundo de Quintal em apresentação anterior. Imagem de divulgação.

Programação de 10 de outubro começa às 15h e reúne também Brilho no Olhar, DJ Tidas e DJ Charlão; ingressos estão disponíveis pela Zig Tickets.

O Fundo de Quintal é a atração principal da programação da Toka neste sábado, 10 de outubro, em São José dos Campos. O evento começa às 15h e terá também apresentações de Brilho no Olhar, DJ Tidas e DJ Charlão, reunindo música ao vivo e discotecagem em uma tarde dedicada ao samba e ao pagode.

Os ingressos são comercializados pela Zig Tickets. O horário divulgado corresponde ao início da programação do evento; o material de apresentação não especifica a hora em que o Fundo de Quintal subirá ao palco.

A passagem do grupo pelo Vale do Paraíba coloca em destaque uma trajetória ligada à transformação das rodas de samba em um movimento de alcance nacional. Surgido no ambiente do Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro, o conjunto ajudou a consolidar uma linguagem musical que se tornou referência para diferentes gerações de compositores, instrumentistas e intérpretes.

Para o público, a apresentação será uma oportunidade de acompanhar um grupo cuja história atravessa discos, palcos e encontros de samba. A programação anunciada combina essa trajetória com outras atrações ao longo da tarde, sem restringir o evento a uma única apresentação.

Música ao vivo e discotecagem na mesma programação

Além do Fundo de Quintal, o evento terá o grupo Brilho no Olhar e os DJs Tidas e Charlão. A relação de atrações foi divulgada no material de apresentação da festa, que informa início às 15h.

A presença de um segundo grupo e de dois DJs amplia a programação para além do show principal. Não foi apresentada, porém, uma sequência detalhada das atrações, nem a duração de cada participação. Por isso, o horário de abertura deve ser considerado a referência para o início do evento, sem ser confundido com o começo do espetáculo do Fundo de Quintal.

A distinção é importante para quem está organizando o deslocamento e pretende acompanhar uma atração específica. Antes de sair, o público pode consultar os canais da casa e as informações disponibilizadas na compra do ingresso para verificar eventuais atualizações de horários.

O repertório da apresentação também não foi divulgado. A trajetória do conjunto permite contextualizar a importância de suas músicas, mas não antecipar quais composições estarão no show de São José dos Campos.

Uma história ligada às rodas do Cacique de Ramos

O Fundo de Quintal nasceu no ambiente das rodas de samba do Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro. A ligação com esse espaço ajuda a compreender a identidade do conjunto: uma música construída no encontro entre instrumentistas, compositores e pessoas que participavam das rodas.

O Cacique aparece na história do grupo como um lugar de convivência e circulação de composições. Nesse ambiente, o samba era compartilhado antes de chegar aos discos e às grandes apresentações, com participação coletiva e proximidade entre quem tocava e quem acompanhava.

A passagem das rodas para as gravações não apagou essa origem. O canto em conjunto e o diálogo entre a voz e a percussão permaneceram como elementos importantes da linguagem associada ao Fundo de Quintal.

Essa trajetória também ajuda a explicar por que a história do grupo se confunde, em vários momentos, com a de outros nomes do samba. As rodas reuniam músicos que posteriormente desenvolveram carreiras próprias, enquanto o conjunto continuou sua caminhada com diferentes formações.

Programações e registros históricos do Sesc São Paulo situam o surgimento do Fundo de Quintal nesse ambiente carioca dos anos 1970, anterior à consolidação de sua carreira fonográfica.

Instrumentos que ajudaram a definir uma sonoridade

A contribuição do Fundo de Quintal para o samba também passa pela maneira de tocar. O tantã, o repique de mão e o banjo com braço de cavaquinho estão entre os instrumentos associados à linguagem desenvolvida pelo grupo.

O Centro de Memória do Cacique de Ramos relaciona essa construção ao trabalho de Sereno, Ubirany e Almir Guineto. A combinação desses instrumentos ajudou a estabelecer uma identidade reconhecível nas rodas e nas gravações.

Mais do que uma lista de instrumentos, essa formação representa uma maneira de organizar o acompanhamento musical. A percussão dialoga com as vozes e com os instrumentos de cordas, criando espaço para o canto coletivo e para a participação dos músicos ao longo de cada composição.

O registro do Centro de Memória do Cacique de Ramos também chama atenção para a relação entre música e movimento corporal nas apresentações do conjunto, incluindo a tradição do samba miudinho.

Esse contexto permite olhar para um show do Fundo de Quintal como uma apresentação ligada a práticas culturais que ultrapassam o repertório gravado. A roda, o ritmo, a dança e a convivência fazem parte da história que acompanha o grupo.

Dos primeiros discos à continuidade da carreira

A chegada do Fundo de Quintal aos discos ocorreu em 1980. Em entrevista histórica publicada pelo Sesc, Sombrinha recorda esse momento e as mudanças na formação que aconteceram nos anos seguintes.

O relato menciona a saída de Almir Guineto e Jorge Aragão para desenvolver carreiras próprias e a chegada de nomes como Arlindo Cruz, Walter Sete Cordas e Cléber Augusto. A sucessão de integrantes mostra que a trajetória do conjunto foi construída tanto pela continuidade quanto pela renovação.

A mesma entrevista situa em 1984 um momento de maior projeção comercial do grupo e destaca a participação de São Paulo na circulação de suas músicas. Trata-se de um registro sobre aquela fase da carreira, sem relação com a composição atual da banda ou com a escalação do show deste sábado.

Esses primeiros anos ajudam a compreender como o conjunto ampliou seu alcance mantendo uma identidade musical. A presença de diferentes compositores e instrumentistas acrescentou repertório e experiências ao trabalho, enquanto o nome Fundo de Quintal permaneceu como referência dessa construção coletiva.

A entrevista pode ser consultada no acervo do Sesc, em “Uma vida para o samba”, que reúne lembranças de Sombrinha sobre sua caminhada musical.

Um repertório que atravessa gerações

A permanência do Fundo de Quintal também pode ser observada nos registros de suas apresentações ao longo do tempo. A TV Cultura, por exemplo, mantém em seu acervo uma execução de “A Amizade”, apresentada pelo grupo no programa Bem Brasil, em 1997.

O registro oferece uma referência concreta da presença do conjunto na televisão e da circulação de suas músicas para além dos discos. A canção integra esse acervo histórico, mas sua existência não significa que esteja confirmada no repertório da Toka.

A apresentação preservada pela TV Cultura permite observar a dimensão coletiva do trabalho: instrumentistas, vozes e acompanhamento se articulam em uma execução construída em conjunto.

O Sesc também reconhece a continuidade dessa influência. Em programação dedicada ao samba, a instituição relaciona a linguagem desenvolvida por Beth Carvalho e pelos músicos do Fundo de Quintal a uma referência que permanece presente décadas depois.

Esse reconhecimento ajuda a explicar o interesse por apresentações do conjunto entre públicos de diferentes idades. Há quem acompanhe sua discografia há muitos anos e quem tenha conhecido essa sonoridade por meio de artistas posteriores, programas de televisão ou rodas de samba.

A programação do Sesc “Na Batucada dos Sambas” apresenta essa ligação entre repertório, memória e continuidade da linguagem musical.

O que conferir antes de comprar o ingresso

A venda para o evento de São José dos Campos foi anunciada pela Zig Tickets. O público deve consultar a plataforma para verificar os ingressos disponíveis e as condições aplicáveis à compra.

O material recebido não informa valores, setores, classificação etária ou horário de encerramento. Esses dados precisam ser conferidos na página de venda ou diretamente com a organização antes da aquisição, sobretudo por quem pretende comparecer com menores de idade ou necessita de informações específicas de acesso.

Também não foi divulgado um horário separado para a apresentação principal. A informação confirmada no anúncio é que a programação começa às 15h, com Fundo de Quintal, Brilho no Olhar, DJ Tidas e DJ Charlão entre as atrações.

Para organizar a ida, a referência é sábado, 10 de outubro de 2026, na Toka, em São José dos Campos. As informações atualizadas da bilheteria devem orientar a escolha do ingresso e o planejamento da chegada.

Serviço — Fundo de Quintal na Toka

  • Data: sábado, 10 de outubro de 2026.
  • Início da programação: às 15h.
  • Local: Toka, em São José dos Campos.
  • Atração principal: Fundo de Quintal.
  • Outras atrações: Brilho no Olhar, DJ Tidas e DJ Charlão.
  • Ingressos: venda pela Zig Tickets.
  • Horário do show principal: não especificado no material divulgado.
  • Valores e regras de acesso: consultar a bilheteria e a organização.

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