
A compra de um presente para o Dia das Crianças pode ser uma oportunidade de conversar sobre orçamento e escolhas. O assessor de investimentos Bruno Darrigo, do Sicredi, propõe usar situações do cotidiano para introduzir o tema de forma adequada à idade.
Em material encaminhado à redação, ele destaca a importância de diferenciar vontade e necessidade, comparar preços e planejar compras. A orientação deve partir de exemplos concretos, sem exigir da criança decisões financeiras próprias de um adulto.
Combine antes de comprar
Definir um limite de gasto e conversar sobre as opções dentro desse valor ajuda a mostrar que uma escolha implica abrir mão de outra. O limite deve ser compatível com o orçamento da família, sem pressão para acompanhar o consumo de outras pessoas.
A comparação também precisa considerar o produto completo: marca, modelo, tamanho e custos adicionais. Em pesquisa divulgada nesta semana, o Procon de Taubaté encontrou diferenças de até 577% entre ofertas online de um mesmo item.
O número do levantamento não significa que todos os presentes tenham a mesma variação. Ele reforça a utilidade de pesquisar antes de concluir uma compra.
O exemplo dos adultos
Segundo Darrigo, os hábitos da família têm papel na formação das crianças. Planejamento e atenção aos gastos são atitudes que podem ser mostradas no dia a dia.
A proposta não depende da contratação de um produto financeiro. Uma conversa sobre uma compra real já permite trabalhar prioridades e compreender que o dinheiro disponível tem limites.