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Jacareí,quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Golpes causam R$ 7,2 milhões de prejuízo em Jacareí; polícia reforça alerta

Levantamento da Polícia Civil reúne cerca de 2.200 ocorrências nos primeiros oito meses do ano; idosos estão entre as principais vítimas de fraudes digitais.

Fachada do 1º Distrito Policial e plantão de Jacareí.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Jacareí

Vítimas de estelionato em Jacareí relataram prejuízos que somam R$ 7.277.141,56 entre janeiro e agosto de 2026. O levantamento da Polícia Civil, divulgado pela prefeitura nesta quarta-feira (7), reúne cerca de 2.200 ocorrências e reforça o alerta para golpes digitais.

O valor corresponde às perdas informadas nos boletins de ocorrência desse período. Não é um balanço dos 12 meses do ano e não inclui, necessariamente, situações que deixaram de ser registradas. Segundo a divulgação, os idosos estão entre as principais vítimas, mas as fraudes também atingem jovens e adultos.

A urgência fabricada pelo golpista

Pedidos de dinheiro feitos por um suposto parente e contatos de falsos funcionários de banco estão entre as situações apontadas pela polícia. Os criminosos tentam acelerar a decisão da vítima, alegando emergência familiar, invasão de conta ou compra suspeita.

A orientação é interromper a conversa e confirmar a informação por um canal já conhecido. Se a mensagem se apresenta como sendo de um familiar, uma ligação para o número habitual ajuda a conferir a identidade. Se o contato diz ser do banco, o cliente deve procurar a instituição pelo aplicativo ou telefone oficial.

Há também alertas sobre falsos advogados que cobram taxas para liberar valores de processos e anúncios de produtos com preços muito baixos. Na compra e venda de veículos e outros bens, intermediários desconhecidos podem induzir o comprador a transferir dinheiro para uma conta que não pertence ao vendedor.

O que fazer após uma fraude com Pix

O Banco Central orienta a vítima a solicitar à instituição financeira o Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED, em até 80 dias da transferência. O recurso é destinado a situações de fraude, golpe ou crime e permite a análise do pedido pelos bancos envolvidos.

A devolução não é garantida. Ela depende da análise e da possibilidade de recuperação dos recursos. O MED também não substitui o registro da ocorrência: conversas, comprovantes, números de telefone e endereços de páginas usados no golpe devem ser preservados.

Como acompanhar o uso dos seus dados

Na área Meu BC, o cidadão pode acessar o Registrato, que reúne relatórios sobre relacionamentos com instituições financeiras, e o BC Protege+, ferramenta para comunicar que não deseja abrir determinadas contas nem ser incluído nelas naquele momento.

A ativação do BC Protege+ exige conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas. O serviço é preventivo e não desfaz transferências já realizadas. Deve ser acessado pelo endereço oficial do Banco Central, sem seguir links enviados por desconhecidos.

Antes de pagar qualquer cobrança, confira a dívida diretamente com o órgão, empresa ou profissional envolvido. Desconfie de pedidos de senha, código de autenticação ou transferência para uma suposta conta segura.

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