
A arte e a culinária viraram estratégia terapêutica para os pacientes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Campos do Jordão. Eles participaram do projeto “Entre Fios e Fogões”, que promoveu oficinas de bordado (Fios) e de gastronomia (Fogões) em prol da saúde mental. As atividades ocorreram durante o mês de setembro e 23 alunos se formaram na Câmara Municipal com a presença do prefeito Carlos Eduardo (Caê).
“É importantíssimo porque eles estão sendo inseridos na sociedade e aprendendo uma atividade que poderão utilizar por toda a vida”, ressaltou Solange Di Sicco, psicóloga coordenadora do CAPS. “É um público que não tem muita voz, mas que nesta gestão do prefeito Caê, a saúde mental está sendo atendida de uma forma mais humanizada. Pode parecer pouco para nós, mas para eles representa muito”, afirmou
Na oficina de “Fios”, a artesã Letícia de Paula ensinou as técnicas básicas de bordado. O manejo das linhas e agulhas serviram de estímulo cognitivo, beneficiando também a coordenação motora. “A gente aprendeu ponto pirulito, ponto haste, e eu gostei muito”, disse a aluna Mariana Abrahão, uma das formandas.
Já na oficina de “Fogões”, receitas tradicionais ganharam um toque de modernidade. “Apliquei alguns ingredientes que não são usuais para o jordanense. O pastel caipira, por exemplo, fizemos com recheio de shitake”, disse a chef Ligia Moreira, que ministrou a oficina. Ela ensinou seis receitas, além de práticas de higiene e manuseio de utensílios e alimentos. “Só sabia fazer arroz e agora aprendi a usar pinhão”, disse Ezequiel Sena da Silva, feliz por ter aprendido a cozinhar.
O projeto
O projeto “Entre Fios e Fogões” foi fruto de uma parceria entre as secretarias de Saúde e de Valorização da Cultura viabilizada com recursos do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
“40 projetos foram contemplados e todos os aprovados tinham que dar uma contrapartida à cidade. O pessoal do Fio e Fogões ofereceu esse trabalho com o CAPS, explicou Tânia Cunha, secretária de Valorização da Cultura.
Para a chef Lígia, que ministrou a oficina de “Fogões”, a experiência de dar aulas para os pacientes do CAPS também foi um grande aprendizado. “Eles trabalharam muito bem, já estou com saudade e espero poder repetir essas oficinas”.