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São José dos Campos,domingo, 18 de outubro de 2026
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São José vence nos pênaltis e conquista título inédito da Copa Paulista

Águia supera o União São João no Martins Pereira e ganha o direito de escolher entre Copa do Brasil e Série D de 2027.

Arquibancadas e gramado do Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos.
Estádio Martins Pereira, palco da final, em fotografia de arquivo de março de 2026. Foto: Divulgação/Prefeitura de São José dos Campos.

Micael converteu a última cobrança, João Lucas defendeu nos momentos decisivos e o São José conquistou a Copa Paulista pela primeira vez. Depois do empate sem gols com o União São João no sábado, 17 de outubro, a Águia venceu os pênaltis por 4 a 3 no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos.

A taça veio três anos depois do vice-campeonato diante da Portuguesa Santista. Desta vez, o time joseense levou a decisão em casa até o fim e ganhou a prioridade para escolher entre a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. O União São João ficará com a vaga restante, conforme o regulamento divulgado pela Federação Paulista de Futebol.

O primeiro jogo da final, em Araras, havia terminado em 1 a 1. Com o novo empate, a disputa passou aos goleiros e cobradores. Coube a Micael encerrar a sequência que deu ao São José seu primeiro título em 13 participações na Copa Paulista.

João Lucas segura o União e Micael decide

O São José procurou o ataque no início da partida, mas o União São João equilibrou o confronto. Na primeira etapa, Thomaz Carvalho teve uma oportunidade dentro da área e acertou a rede pelo lado de fora. O time de Araras respondeu com Léo Souza, que exigiu defesa de João Lucas antes do intervalo.

Os goleiros voltaram a aparecer no segundo tempo. Maikinho levou perigo pelo União, e João Lucas impediu a abertura do placar. Do outro lado, Jefinho avançou em velocidade e parou na defesa de João Souto. As oportunidades se alternaram, mas o jogo continuou sem gols.

Nos acréscimos, a arbitragem chegou a marcar um pênalti para o União São João em lance envolvendo Euller e Bruno Menezes. O São José pediu a revisão, e a cobrança foi anulada. Alex Oliveira ainda recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso antes do encerramento do tempo regulamentar.

A disputa de pênaltis também começou com chances desperdiçadas pelos dois lados. Maycon Lucas acertou o travessão, Bruno Menezes bateu por cima e João Souto defendeu as cobranças de Jefinho e João Guilerme. Depois, as conversões levaram a definição às alternadas.

João Lucas defendeu a tentativa de Ruan, e João Souto voltou a salvar o União na cobrança de Tchê Tchê. Na sequência, o goleiro joseense parou Tallys. Micael acertou a batida seguinte e fechou o placar em 4 a 3. O relato da final foi divulgado pela Federação Paulista de Futebol.

Gol no fim da semifinal abriu o caminho

O São José já havia vivido uma classificação decidida nos minutos finais antes de enfrentar o União. Na semifinal contra o Noroeste, os times empataram por 1 a 1 em Bauru, no Estádio Alfredo de Castilho. A vaga ficou para o confronto de volta, em 3 de outubro, no Martins Pereira.

Wesley Rodrigues marcou o único gol daquela partida aos 44 minutos do segundo tempo. Depois de um escanteio e um desvio, o zagueiro completou de cabeça e garantiu a vitória por 1 a 0. A classificação sobre o Noroeste colocou a Águia em sua segunda final de Copa Paulista e assegurou a presença em uma competição nacional em 2027.

O União São João chegou à decisão depois de eliminar o Grêmio Prudente. Após o empate sem gols na ida, o time de Araras venceu a volta por 2 a 1. Os dois finalistas, portanto, já tinham uma vaga nacional quando começaram a disputa pela taça; ao campeão caberia escolher o torneio.

Em Araras, no dia 11, Thomaz Carvalho abriu o placar para o São José e Felipe Torres empatou para o União. A igualdade levou os adversários ao Martins Pereira sem vantagem no resultado. A preparação para esse segundo jogo foi acompanhada pelo NetCampos na cobertura da final.

Da primeira participação ao vice de 2023

O São José estreou na Copa Paulista em 1999. Voltou ao torneio de 2006 a 2012, em 2014, 2015, 2023 e 2025, antes da campanha de 2026. O histórico preparado pelo clube para a abertura desta edição registrava 168 partidas na competição, com 53 vitórias, 40 empates e 75 derrotas.

Em 2023, a Águia disputou 16 jogos, venceu dez, empatou quatro e perdeu dois. Marcou 27 gols e sofreu 12. A campanha terminou com a derrota na final para a Portuguesa Santista: 1 a 0 no primeiro confronto e empate por 2 a 2 na volta. Apesar do vice, o São José garantiu a vaga que o levou à Série D de 2024.

Na participação seguinte, em 2025, o time chegou às quartas de final. O balanço do clube aponta seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas em 14 partidas, com 21 gols marcados e 11 sofridos. O título de sábado supera essas duas campanhas recentes.

O material de imprensa da primeira fase de 2026 já mostrava um bom começo: antes da sexta rodada, o São José liderava seu grupo com 12 pontos em cinco jogos. Eram quatro vitórias, uma derrota, nove gols marcados e cinco sofridos naquele recorte.

Uma trajetória iniciada em 1933

Fundado em 13 de agosto de 1933, com o nome Esporte Clube São José, o time passou suas primeiras décadas no futebol amador. O antigo campo ficava na Rua Antônio Saes, na região central da cidade. A estreia profissional aconteceu em 1957, seguida de um retorno ao amadorismo no ano seguinte.

A retomada definitiva do profissionalismo veio em 1964, com o título da Quarta Divisão. Em 1965, o clube venceu a Terceira Divisão. A cronologia divulgada pelo São José registra ainda a licença das competições em 1968 para concentrar esforços na construção do novo Martins Pereira.

Em 1976, o clube adotou o nome São José Esporte Clube. A mudança trouxe a Águia como símbolo e as cores azul, amarelo e branco, substituindo a antiga identidade alvinegra. Quatro anos depois, o São José venceu a Divisão Intermediária paulista ao superar o Catanduvense por 4 a 0 no Pacaembu.

A equipe estreou na principal divisão estadual em 1981 e terminou em quarto lugar. Em 1982, disputou a elite do Campeonato Brasileiro. Aquele período teve o trio ofensivo Edinho, Tião Marino e Nenê; segundo o histórico institucional, Tião Marino marcou 82 gols entre 1979 e 1983 e tornou-se o maior artilheiro do clube.

Outra temporada marcante foi 1989. Sob o comando de Ademir Mello, o São José chegou à final do Campeonato Paulista contra o São Paulo e terminou como vice. No mesmo ano, também foi vice-campeão da Série B, resultado que garantiu seu retorno à elite nacional. Em 1990, disputou a Série A e a Copa do Brasil.

Vaga nacional para a próxima temporada

Com a Copa Paulista de 2026, o São José acrescenta uma conquista inédita a essa história e volta a ter uma decisão sobre seu calendário nacional. Pela regra da Federação, a escolha entre Copa do Brasil e Série D cabe ao campeão; a outra vaga será destinada ao União São João.

A última participação joseense na Série D ocorreu em 2024, depois de garantir a vaga com o vice-campeonato de 2023. Na Copa do Brasil, a Águia esteve em 1990. Agora, depois de uma final com dois empates e uma decisão por pênaltis no Martins Pereira, o clube chega ao planejamento de 2027 com a taça estadual.

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