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Campos do Jordão,sábado, 7 de novembro de 2026

Notícias e guia de Serra da Mantiqueira

Brigadeiro Jordão – Acervo Edmundo Rocha – Campos do Jordão Cultura

Manuel Rodrigues Jordão, o “Brigadeiro Jordão”, paulistano, nascido em São Paulo em 1781 e falecido nessa mesma cidade em 1827, com 46 anos de idade. Ele foi um dos mais ricos proprietários na Capitania de São Paulo! Possuía enormes fazendas e largos estratos de terras.

Dom Pedro, nos dias em que permaneceu em São Paulo, naquelas históricas jornadas de setembro de 1822, inclusive no próprio dia 07 de setembro de 1822, alternou sua hospedagem entre as residências do Brigadeiro Jordão e de Antônio da Silva Prado (futuro Barão de Iguape).

Tamanha era a riqueza de Manuel Rodrigues Jordão que ele, com o seu dinheiro, supria os cofres públicos, em casos de necessidade. As cidades paulistas de Campos do Jordão e Tatu floresceram em antigas propriedades suas.

Manuel Rodrigues Jordão participou, ao lado dos Liberais, das lutas pela independência do Brasil. Em 1821, foi membro do Governo Provisório de São Paulo e, em 1822, tesoureiro da Junta da Fazenda.

Em 1823 Inácio Caetano Viera de Carvalho, veio a falecer deixando a fazenda a herdeiros que a hipotecaram ao Brigadeiro Jordão, a Fazenda passou a ser chamada de Fazenda Natal. Brigadeiro Jordão, possuía o maior número de terras, sendo assim suas terras ficaram conhecidas como os Campos do Jordão, por isso o nome da cidade.

Saiba mais sobre o Brigadeiro Jordão no Site: Campos do Jordão Cultura

Foi no ano de 1771 que Inácio Caetano Vieira de Carvalho chegou à Serra Preta na Mantiqueira, vindo de Taubaté, é tido como um dos fundadores de Campos do Jordão, sendo o primeiro a se estabelecer por essas terras.

Quase duas décadas se passaram, quando em 27 de setembro de 1790 através de uma carta enviada ao Governador da Capitania de São Paulo, requereu e obteve com sucesso uma sesmaria referente a área atual de Campos do Jordão, fundando a Fazenda Bom Sucesso, depois conhecida como “Campos do Ignácio”, fixou-se com sua família durante 18 anos nos Campos da Mantiqueira, manteve lucrativa criação de gado

Lutou bravamente para defender as divisas de São Paulo contra seu vizinho sesmeiro, João da Costa Manso, da Fazenda São Pedro, das bandas de Minas Gerais. Graças a sua luta, Campos do Jordão permaneceu paulista, época em que os territórios de Campos do Jordão eram disputados pelas capitanias de São Paulo e Minas Gerais.

Durante o Ciclo do Ouro, a região era um local fácil para tráfego do metal pelos seus tortuosos caminhos, por isso a instalação de um posto fiscal. Os paulistas, principalmente os pindamonhangabenses, subiam a serra armados com seus trabucos para impedirem a invasão dos mineiros nessas terras.

A disputa ficou tão feia que em 1803 o capitão-mor instalou a Guarda do Capivari a fim de defender o território e também tirar uma dúvida da Mantiqueira mineira. Essa briga entre vizinhos, responsável pelo início de uma luta entre paulistas e mineiros, somente terminou no ano de 1823 quando morreram Ignácio Caetano Vieira de Carvalho e João Costa Manso.

Em 1823, Inácio faleceu e deixou sua fazenda para herdeiros que a hipotecaram ao Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão, as imediações do dia de Natal, em 29 de dezembro de 1825. Pela proximidade do Natal com a data da “escritura”, as terras foram chamadas de Fazenda Natal.

Narra a lenda que Inácio Caetano era muito sovina e que, por isso, enterrara barricas de ouro em uma lomba larga entre três pinheiros, despertando a cobiça de muitos ao longo de gerações que, até hoje, sulcam a terra em busca do lendário tesouro do desbravador. A lenda ficou conhecida como “A Lenda dos 3 Pinheiros”.

Parte do texto foi extraído do site: http://www.camposdojordaocultura.com.br/historiadecampos.asp